O CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, afirmou nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, que a categoria avalia todas as alternativas para as corridas programadas no Oriente Médio, previstas para o próximo mês no Bahrain e na Arábia Saudita. O avanço do conflito na região colocou a realização desses Grandes Prêmios em dúvida.
Segurança como prioridade
Domenicali destacou que a decisão final será tomada em conjunto com promotores, equipes e demais envolvidos, tendo a segurança como critério principal. “Antes de tudo, nossa abordagem é garantir a segurança de todas as pessoas e do próprio promotor”, disse o dirigente, ressaltando que ainda há tempo para definir o calendário.
A Fórmula 1 analisa cenários que vão desde a utilização de circuitos alternativos até a possibilidade de não substituir as etapas caso elas precisem ser canceladas. “Todas as opções estão em aberto”, reforçou Domenicali.
Impacto logístico imediato
Os recentes ataques no Bahrain já afetaram a operação da categoria. Um teste de pneus da Pirelli, que ocorreria no país, foi cancelado, obrigando a reorganização de pessoal e equipamentos. A logística da prova de abertura da temporada, disputada neste fim de semana em Melbourne, Austrália, também foi impactada, pois muitos voos para a cidade passam por aeroportos do Oriente Médio.
“Quando vimos o que estava acontecendo, tínhamos pessoas em Dubai e no Bahrain para o teste da Pirelli que precisou ser cancelado. Também havia integrantes em Doha”, explicou Domenicali. Segundo ele, foram necessários “dias muito intensos” para reprogramar deslocamentos e garantir a chegada de aproximadamente 3 000 profissionais, além de 900 toneladas de equipamentos que viajam por avião e navio.
Com todos os cenários sendo monitorados, a categoria seguirá acompanhando a evolução do conflito antes de anunciar qualquer mudança oficial no calendário de 2026.
Com informações de Autoracing



