Melbourne (07.mar.2026) – Oscar Piastri admitiu que a McLaren chegou à classificação do Grande Prêmio da Austrália com expectativas acima do razoável, depois de liderar a sexta-feira, e se disse surpreso com a larga vantagem obtida pela Mercedes no grid.
Mercedes escapa na frente
Na sessão que definiu as posições de largada, George Russell cravou a pole position com quase oito décimos de segundo de vantagem para o melhor carro não-Mercedes, conduzido por Isack Hadjar. Piastri terminou em quinto, logo à frente do companheiro Lando Norris, separados por menos de um décimo.
Sexta-feira alimentou esperança
O australiano liderou o segundo treino livre e, segundo ele, esse resultado criou um clima de otimismo exagerado dentro da equipe.
“Ontem provavelmente pintou um cenário muito positivo para nós; depois do TL3 já não parecia que estávamos na briga”, afirmou.
Velocidade em reta preocupa
Piastri apontou a falta de velocidade nas linhas retas como o principal ponto fraco do carro laranja: “Foi nossa maior questão. Precisamos entender se o problema é do carro ou da forma como estamos pilotando”. Ele acrescentou que, ao longo da classificação, o desempenho pouco evoluiu de uma fase para outra.
Desafios da geração 2026
O piloto também comentou o comportamento dos novos carros. Para ele, o grid enfrenta dois cenários distintos nos circuitos: pistas com déficit ou excesso de energia disponível. Ambos acarretam dificuldades técnicas, obrigando os pilotos a reduzirem o ritmo em determinados trechos para administrar o sistema híbrido.
“Cheguei a tirar o pé três vezes em uma única volta para economizar combustível, e em algumas curvas tínhamos cerca de 450 cavalos a menos”, relatou.
Com a quinta posição no grid, Piastri busca reverter o quadro na corrida deste domingo, enquanto a McLaren trabalha para compreender a queda de rendimento em relação à Mercedes.
Com informações de Autoracing



