Carlos Sainz classificou o recém-introduzido Straight Line Mode (SLM) da Fórmula 1 como uma medida temporária que não soluciona os problemas de gerenciamento de energia dos novos motores híbridos da categoria.
O piloto da Ferrari analisou o recurso após o Grande Prêmio da Austrália, disputado em Melbourne. No Albert Park, Sainz largou da 21ª posição devido a falhas no sistema de recuperação de energia e terminou em 15º, resultado também afetado por uma troca de asa dianteira que custou cerca de 20 segundos.
“O maior risco para mim é a primeira volta”, afirmou o espanhol. “Foi realmente instável com todos usando o SLM na reta, mesmo quem vinha de trás. Pareceu muito perigoso, difícil de controlar o carro no vácuo e com o SLM.”
Segundo Sainz, a instabilidade se repete durante disputas por posição: “Em linha reta não é tão ruim, diferente do DRS no ano passado. Mas nas curvas, com os dois carros usando o SLM, também fica instável.”
O piloto explicou que o modo foi criado para contornar a limitação energética das novas unidades de potência, que equilibram motores elétricos e a combustão. “O SLM é um remendo sobre o motor para proteger a entrega de potência. Em pistas que exigem muita energia, acabamos utilizando o recurso em trechos que não deveríamos, gerando situações perigosas na largada e em ultrapassagens”, apontou.
Apesar das críticas, Sainz reconheceu a necessidade momentânea do sistema: “Sem o SLM, não conseguiríamos correr com o desempenho que temos. É uma solução provisória, mas necessária, porque a nova configuração dos motores ainda não funciona de forma ideal.”
No fim de semana em Melbourne, a FIA chegou a retirar temporariamente uma zona de utilização do SLM entre as curvas 6 e 9, mas o dispositivo foi restabelecido após avaliação das equipes.
Sainz reiterou que o modo de linha reta não resolve o problema de fundo e mantém a preocupação com a segurança: “Ele apenas protege a entrega de potência dos novos motores, mas ainda representa riscos.”
Com informações de F1Mania.net



