Melbourne (AUS) – A Williams iniciou a temporada 2026 da Fórmula 1 em desvantagem. No Grande Prêmio da Austrália, prova que abriu o campeonato no último fim de semana, o rendimento discreto do FW46 confirmou os problemas já detectados nos testes de pré-temporada, dos quais a equipe perdeu a primeira semana em Barcelona.
Excesso de peso é o principal obstáculo
De acordo com o chefe de equipe, James Vowles, o carro está acima do peso ideal, fator que ganha ainda mais relevância com os novos regulamentos das unidades de potência. O excedente compromete a velocidade nas curvas e a eficiência na recuperação de energia.
“Não é complicado reduzir o peso”, afirmou Vowles. “Já recebi todas as etapas de engenharia para ficarmos abaixo do limite com boa margem. Se não houvesse teto orçamentário, faria isso amanhã e estaria pronto em algumas semanas, mas não é o caso.”
Problemas de confiabilidade limitaram coleta de dados
O fim de semana em Melbourne também escancarou falhas de confiabilidade. O carro de Carlos Sainz parou na entrada dos boxes durante o terceiro treino livre e não pôde ser reparado a tempo da classificação, reduzindo significativamente o volume de informações obtidas pela equipe.
“Precisamos dos dois carros na pista para entender como distribuir a energia”, explicou Vowles. “Estimamos uma perda de cerca de três décimos apenas na gestão da unidade de potência, mas o peso ainda representa a maior parcela do nosso atraso.”
Albon fala em “plano agressivo”
Apesar das dificuldades, Alex Albon acredita na capacidade de reação do time de Grove. “Temos um plano agressivo para voltar aos trilhos. Mesmo assim, vai levar algum tempo, mas todos na fábrica estão trabalhando a pleno vapor”, declarou o tailandês-britânico.
Com o calendário apertado e o limite de despesas imposto pela categoria, a Williams aposta em atualizações graduais ao longo das próximas corridas para reduzir peso, melhorar a confiabilidade e, consequentemente, recuperar terreno no pelotão.
Com informações de F1 Mania



