Ralf Schumacher afirmou acreditar que a permanência de Adrian Newey na chefia da Aston Martin tem prazo curto. O ex-piloto de Fórmula 1 declarou que a recente sobrecarga de funções do engenheiro britânico deve acelerar uma mudança de comando dentro da escuderia.
Schumacher, hoje comentarista da Sky Deutschland, observou que a decisão de acumular os cargos de chefe de equipe e projetista principal “dificilmente funcionaria a longo prazo”. Segundo ele, alguém deverá assumir a liderança esportiva em breve, enquanto Newey retornaria a atividades técnicas nos bastidores.
Prestígio preservado
Apesar da previsão de troca, o alemão descartou uma demissão completa. Newey, além de respeitado no paddock, é acionista da Aston Martin e, na visão de Schumacher, permanecerá envolvido no projeto.
Perfil incompatível
Para o ex-piloto, o britânico nunca se sentiu confortável sob os holofotes que acompanham a função de chefe de equipe. “Ele gosta de trabalhar afastado e manter a tranquilidade”, comentou Schumacher, acrescentando que Newey atua como “substituto” até que uma reestruturação seja concluída.
Tensão com a Honda
As declarações surgem em meio ao aumento de atritos entre Newey e a Honda. Recentemente, o engenheiro alertou que Fernando Alonso e Lance Stroll poderiam sofrer danos permanentes nos nervos ao pilotar o AMR26, declaração que motivou resposta imediata do presidente da Honda Racing, Koji Watanabe, cobrando dados que sustentassem a preocupação.
O jornal espanhol Marca também noticiou que vibrações excessivas do motor japonês para 2026 podem agravar antigas lesões de Alonso nas mãos e na coluna, alimentando a discussão sobre o impacto do novo propulsor no desempenho e na saúde dos pilotos.
Schumacher concluiu que, diante da pressão pública e interna, a Aston Martin tende a reposicionar Newey em uma função mais alinhada ao seu perfil técnico, mantendo-o fora do centro das atenções.
Com informações de Autoracing



