Alberto Longo, co-fundador e diretor executivo da Fórmula E, afirmou que a Fórmula 1 está se afastando de sua própria identidade ao adotar regulamentos semelhantes aos da categoria totalmente elétrica. Segundo o dirigente, as recentes mudanças no chassi e nas unidades de potência da F1 comprometeram o espetáculo.
“Acredito que eles escolheram certos regulamentos que estão prejudicando um pouco o show”, declarou Longo, enfatizando que a F1 deveria preservar suas características tradicionais.
O espanhol comentou ainda as comparações feitas por pilotos da F1, como Max Verstappen, que classificou os carros atuais como “Fórmula E com esteroides”. Para Longo, as críticas são um sinal de relevância: “Há um ditado que diz: ‘Deixe falarem’. Se estamos na boca do povo, é porque somos importantes.”
Embora se assuma fã da Fórmula 1, o executivo salientou que as duas categorias nunca estiveram tão parecidas. “Eles estão chegando cada vez mais perto de nós. Não temos exclusividade, mas já temos expertise nisso”, observou.
Longo também comparou a gestão de energia nas duas competições. Ele lembrou os problemas enfrentados pela F1 no GP da Austrália, quando alguns pilotos ficaram sem potência nas retas, situação que, segundo ele, não ocorre na Fórmula E. “Podemos usar o Attack Mode por seis ou oito minutos sem perder velocidade. A F1 precisa voltar ao que sempre foi: barulho, potência total e as tecnologias mais recentes”, disse.
Para o dirigente, a tentativa da F1 de aproximar-se do conceito elétrico representa um desvio de rota. “Desde o primeiro dia nos apresentamos como uma proposta diferente. Não é uma ou outra; podem coexistir. O problema é que eles estão tentando se tornar mais Fórmula E”, concluiu.
Com informações de F1Mania



