A Fórmula 1 desembarca em Xangai para o GP da China, programado para este fim de semana, sob forte atenção a questões de desgaste de pneus, atrasos logísticos e possíveis mudanças regulatórias. As preocupações ganharam corpo nesta quarta-feira (11), quando diversas equipes relataram limitações técnicas e a FIA adotou medidas emergenciais.
Atraso na entrega da Pirelli obriga FIA a flexibilizar regras
Um problema no transporte dos pneus da Pirelli atrasou a chegada do lote a Xangai. Para reduzir o impacto, o diretor de prova Rui Marques autorizou, de forma excepcional, a redução de seis horas no primeiro período restrito de atividades nos boxes. Com isso, até seis funcionários de cada equipe puderam trabalhar na preparação dos compostos logo após a montagem realizada pela fornecedora italiana.
Equipes apontam degradação excessiva
Lando Norris admitiu que a McLaren ainda precisa resolver a granulação e o desgaste precoce observados no GP da Austrália, onde terminou 51 segundos atrás de George Russell. O britânico afirmou que a escuderia precisa descobrir rapidamente por que os pneus perdem rendimento tão cedo.
Na Red Bull, Max Verstappen destacou que a degradação foi determinante em Melbourne e pode voltar a ser crucial em Xangai, principalmente porque o formato Sprint deixa menos tempo para ajustes. Isack Hadjar afirmou ver a etapa chinesa como chance de dar um salto de performance e medir forças com os líderes.
Russell pede revisão da asa dianteira
Vencedor na Austrália, George Russell alertou a FIA sobre o funcionamento do Straight Mode da asa dianteira. Segundo ele, o mecanismo fecha a abertura de forma agressiva nas retas, provocando subesterço quando o carro está no vácuo. O piloto da Mercedes solicitou uma revisão imediata, alegando questões de segurança e controle em alta velocidade.
Bortoleto confia na evolução da Audi
O brasileiro Gabriel Bortoleto, nono colocado em sua estreia na Austrália, disse acreditar que a Audi vai superar o atual déficit de potência e se tornar uma das principais fornecedoras de motores da categoria. Para ele, a equipe entende as causas da falta de desempenho e vive fase inicial de aprendizado. Jonathan Wheatley acrescentou que os regulamentos híbridos ainda estão no começo e devem permitir avanços significativos nos próximos anos.
Incerteza no calendário do Oriente Médio
Fora das pistas, o GP da Arábia Saudita busca manter sua vaga no calendário de 2026 em meio à crise regional que já comprometeu a logística da F1. Há possibilidade de cancelamento das etapas no Bahrein e em Jeddah, o que reduziria o número de corridas da temporada para 22.
Com pneus sob observação, ajustes técnicos à vista e riscos de alterações no cronograma, o fim de semana em Xangai se transforma em novo teste de resistência para equipes, fornecedora de pneus e organizadores do campeonato.
Com informações de F1Mania.net



