O debate sobre o gerenciamento de energia na Fórmula 1 ganhou força depois do Grande Prêmio da Austrália. Pilotos relataram dificuldades com o modelo atual, que divide aproximadamente 50% da potência entre o motor de combustão interna e o sistema elétrico, tornando as ultrapassagens dependentes da carga de bateria disponível.
O chefe da Williams, James Vowles, confirmou que o tema está em análise dentro da categoria. “Há cerca de quatro ou cinco propostas diferentes sobre a mesa”, revelou. “Vamos observar as próximas corridas para entender o que funciona ou não. Tenho certeza de que, como esporte, vamos nos unir e mudar da maneira correta.”
De acordo com Vowles, as possíveis alterações não se limitam ao sistema híbrido. “Há coisas que podemos fazer também com o motor de combustão interna. A questão é até que ponto queremos ir nessas medidas”, destacou.
Apesar das críticas, o dirigente pediu cautela antes de qualquer decisão. “A pior coisa seria mudar e piorar a situação. Precisamos garantir que as ações melhorem o espetáculo”, afirmou.
Parte dos problemas observados em Melbourne pode estar ligada às características do Albert Park, apontado como um dos circuitos que mais exigem da bateria. A próxima etapa, o GP da China, será no Circuito Internacional de Xangai, que possui uma reta de aproximadamente um quilômetro, situação que também testará o gerenciamento de energia.
“Ainda não tenho certeza, mas estamos em uma situação perfeita? Não. Acho que estamos um pouco carentes de energia”, admitiu Vowles. Mesmo assim, o britânico avaliou positivamente o espetáculo atual: “Se você ficar à beira da pista, como eu fiz no Bahrein, ainda são carros de Fórmula 1 e ainda é corrida de Fórmula 1”. Para ele, o campeonato continua atraente, embora possa evoluir. “Tornamos tudo muito complicado? Sim. Mas ainda acho que temos um bom produto.”
Com informações de F1Mania.net



