A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) distribuiu às equipes de Fórmula 1 o documento que fixa os limites de utilização das unidades de potência (UPs) para o Grande Prêmio da China, marcado para 22 a 24 de março no Circuito Internacional de Xangai. O material detalha a quantidade de energia elétrica permitida por volta, as regras de recarga e os pontos de ativação do modo de ultrapassagem.
Consumo e recarga
Segundo a FIA, os pilotos poderão liberar até 9,0 MJ de energia elétrica por volta quando o modo de ultrapassagem estiver acionado. Em condições normais de sprint e corrida, o teto cai para 8,5 MJ. Durante classificação e treinos livres, a recarga máxima autorizada também é de 9,0 MJ por volta.
Para evitar cortes bruscos de potência, a entidade determinou uma redução máxima de 100 kW por segundo caso a bateria se aproxime do limite. A medida busca uniformizar o desempenho e impedir perdas repentinas de velocidade durante aceleração plena.
Principais zonas da pista
A única área de ativação do modo de ultrapassagem começa 120 metros após o ponto de detecção, posicionado a 5.130 metros do traçado de 5,451 km. A reta dos boxes e a longa reta oposta de 1.170 metros, que termina na freada da curva 14, seguem como os trechos de maior exigência energética.
Duas seções recebem regime especial de gerenciamento, permitindo reduções de potência de até 350 kW: curvas 7 a 9 e curvas 11 a 12. Esses pontos combinam curvas médias e zonas de frenagem, favorecendo a recuperação de energia pelas UPs.
Novo conjunto híbrido em foco
O regulamento técnico de 2026 mantém o motor V6 turbo de 1,6 litro, mas amplia o papel do sistema elétrico. O MGU-K passou a entregar até 350 kW — quase três vezes mais que na geração anterior — e o MGU-H foi abolido. Estima-se que a potência elétrica represente agora cerca de metade da força total do conjunto.
No GP da Austrália, abertura da temporada, vários pilotos relataram “clipping” — perda de potência no fim das retas quando a bateria se esgotava. Em Xangai, o trecho inicial sinuoso pode ajudar na recuperação de energia, mas as duas grandes retas deverão testar o equilíbrio entre uso e recarga.
Preparação enxuta
Com apenas uma sessão de treinos livres disponível por causa do formato sprint, equipes e pilotos terão tempo reduzido para ajustar mapas de motor, estratégias de regeneração e configurações aerodinâmicas. O desempenho observado em Melbourne indica que a Mercedes largou bem na nova era híbrida, embora o traçado chinês possa alterar o cenário competitivo.
Os dados coletados em Xangai servirão de base para eventuais ajustes de regulamento antes da etapa seguinte, em Suzuka, programada para 29 de março.
Com informações de Autoracing



