HomeFórmula NascarCEO da NASCAR depõe como última testemunha dos times em ação antitruste

CEO da NASCAR depõe como última testemunha dos times em ação antitruste

Charlotte (Carolina do Norte), 9 de dezembro de 2025 – O presidente e CEO da NASCAR, Jim France, compareceu nesta terça-feira ao tribunal federal da Carolina do Norte como a última testemunha de acusação no processo antitruste movido pelas equipes 23XI Racing e Front Row Motorsports.

Durante cerca de duas horas e meia de interrogatório conduzido pelo advogado dos times, Jeffrey Kessler, France afirmou repetidamente não se lembrar de comunicações internas, acontecimentos ou valores discutidos nas negociações de carters. Também reconheceu: “Eu disse não aos carters permanentes”, mas não foi questionado sobre o motivo.

Pressão sobre responsabilidade

Kessler insistiu que France é a instância final de decisão na NASCAR, perguntando se “a responsabilidade máxima” era dele. O executivo respondeu que as definições passam pelo conselho de administração, declarando que o colegiado pode sobrepor suas decisões – embora tenha dito não se lembrar de nenhum caso em que isso tenha ocorrido.

A família France controla 54% da entidade por meio de um truste; os 46% restantes pertencem a Lesa France Kennedy, sobrinha do dirigente.

Debate sobre carters permanentes

Os carters permanentes foram o principal ponto das negociações do acordo válido a partir de 2025. Testemunhas anteriores, como Heather Gibbs e o ex-piloto e proprietário Richard Childress, relataram que a medida garantiria estabilidade financeira às equipes. Já o atual presidente da NASCAR, Steve O’Donnell, declarou que a categoria preferiu manter flexibilidade diante de incertezas sobre custos, calendário e modelo de negócio.

Documentos exibidos por Kessler mostraram e-mails internos em que O’Donnell descreveu France “praguejando” ao ler uma carta de Heather Gibbs. O CEO alegou não se recordar de qualquer reação negativa.

France confirmou ter recebido, na primavera de 2024, cartas de Roger Penske, Rick Hendrick, Jack Roush e Joe Gibbs apontando perdas financeiras das equipes.

Outros depoimentos do dia

Richard Childress afirmou ter assinado o acordo de carters “por não ter opção”, já que sua equipe não conseguiria competir sem as licenças. Segundo ele, outras empresas de seu grupo subsidiam as operações da RCR. Childress defendeu os carters permanentes, dizendo que a mudança não teria custo para a NASCAR.

O presidente da NASCAR, Steve Phelps, contestou a versão das equipes de que o prazo de 6 de setembro de 2024 foi “tudo ou nada”. Ele listou o cronograma das negociações: primeiro rascunho em dezembro de 2023, respostas dos times em janeiro e fevereiro de 2024, reuniões individuais a partir de maio e um terceiro rascunho em 14 de agosto. A data-limite foi estendida a pedido de Jeff Gordon, gerente da Hendrick Motorsports; mesmo assim, 23XI e Front Row não assinaram.

Phelps acrescentou que repassar US$ 720 milhões anuais – valor solicitado pelas equipes – colocaria a NASCAR em risco financeiro.

Próximos passos

Jim France deve retornar ao banco das testemunhas nesta quarta-feira (10) para o contrainterrogatório da defesa da NASCAR, que então começará a apresentar sua argumentação.

Com informações de RACER

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