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Jeff Gordon elenca melhores e piores experiências da carreira em entrevista à RACER

30 de setembro de 2025 – A mais recente edição da revista RACER traz um balanço dos altos e baixos da trajetória de Jeff Gordon, tetracampeão da NASCAR Cup Series e vencedor três vezes das 500 Milhas de Daytona. Em um formato de perguntas e respostas, o ex-piloto detalha decisões marcantes, corridas inesquecíveis e decepções que moldaram sua história nas pistas.

Melhor decisão da carreira

Gordon considera ter aceitado a proposta de Rick Hendrick, da Hendrick Motorsports, o ponto de virada profissional. À época, pilotava pela Bill Davis Racing, na então Busch Grand National Series, e acreditava que a promoção à Cup ocorreria ali. Porém, a infraestrutura e o compromisso do novo time convenceram-no a mudar de rumo — escolha que, segundo ele, “não poderia dar errado”.

Pior decisão da carreira

O arrependimento está ligado ao mesmo episódio: a forma como comunicou a Bill Davis sua saída. O anúncio foi feito logo após uma reunião bem-sucedida com um potencial patrocinador em Chicago, momento que o próprio Gordon classifica como “o pior possível”.

Corrida mais marcante

O norte-americano destaca a vitória inaugural no Brickyard 400 de 1994, segundo triunfo dele na Cup e primeira prova da categoria no Indianapolis Motor Speedway. O resultado, afirma, mudou sua trajetória e também a do campeonato.

Maiores decepções

Entre várias lembranças negativas, três se sobressaem: Pocono 1995, quando errou uma troca de marchas a sete voltas do fim; Pocono 2013, ao perder a liderança para Kasey Kahne no reinício final; e Texas 2014, onde um toque com Brad Keselowski furou seu pneu, rendeu a 29ª posição e comprometeu a luta pelo título.

Vitória mais significativa

A última das 93 vitórias na Cup, conquistada em Martinsville em 2015, tem peso especial. Com a família presente, o triunfo manteve Gordon na disputa pelo campeonato de sua temporada final, encerrada em terceiro lugar na classificação.

Corrida dos sonhos

Embora tenha vencido cinco vezes em Indianápolis, o piloto gostaria de ter participado das 500 Milhas de Indianápolis, prova que acompanhou na infância e que consagrou ídolos como Rick Mears, os irmãos Unser e A.J. Foyt.

Melhor e pior companheiro de equipe

Ken Schrader foi o parceiro mais colaborativo, segundo Gordon, ajudando-o desde os tempos de novato. Já Ricky Rudd, seu colega em 1993, é citado como o mais difícil, embora ambos hoje façam piada sobre o assunto. Ele também menciona Jimmie Johnson “em tom de brincadeira”, por ter “vencido demais” e reduzido suas próprias chances de título.

Melhor carro

O carro mais impressionante que guiou foi o Williams-BMW de Fórmula 1 testado em 2003 no circuito misto de Indianápolis. Entre os que competiu, escolhe o Cadillac DPi-V.R da Wayne Taylor Racing, usado nas 24 Horas de Daytona. No universo da NASCAR, aponta o Chevrolet de 2014, pela combinação de aerodinâmica, potência e pneus.

Pior carro

A experiência menos favorável ocorreu na Winchester 400 de 1992, ao pilotar um Super Late Model preparado por Mike Laughlin. Problemas mecânicos, falta de ritmo e um acidente encerraram a participação.

Pista preferida

Bristol Motor Speedway é descrita como “exaltação máxima” para um piloto de stock car, tanto pelo desafio técnico quanto pela atmosfera. Para dirigir, porém, o ex-piloto coloca o Nürburgring Nordschleife no topo, após teste recente com os Chevrolet Corvette ZR1 e ZR1X.

Pista onde gostaria de ter corrido

Spa-Francorchamps lidera a lista de desejos. Gordon já percorreu o traçado belga em visitas com a família da esposa e considera o circuito “espetacular” para corridas.

Carro histórico dos sonhos

Se pudesse escolher, pilotaria um Fórmula 1 de meados dos anos 1990 a início dos 2000, equipado com motor V10 aspirado e câmbio de acionamento por borboletas.

Conselho para iniciantes

Gordon recomenda começar cedo, utilizar o melhor e mais seguro equipamento possível e manter o esporte divertido, pois os custos e a pressão para se tornar profissional podem desgastar. Segundo ele, a paixão é essencial para enfrentar as dificuldades do caminho.

Hoje, o ex-piloto segue ligado à Hendrick Motorsports como vice-presidente, mantendo uma relação que já ultrapassa três décadas.

Com informações de RACER

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