Alex Albon acredita que a próxima geração de carros da Fórmula 1, prevista para estrear em 2026, exigirá uma pilotagem menos intuitiva e mais “antinatural”. A declaração foi feita em conversa recente com jornalistas, onde o piloto da Williams comentou as mudanças técnicas que a categoria adotará.
Divisão híbrida de 50% muda a condução
O novo regulamento estabelece que, a partir de 2026, a unidade de potência terá repartição igualitária entre motor a combustão e propulsão elétrica. Para Albon, essa alteração forçará os competidores a intensificar a gestão de energia, sobretudo em disputas roda a roda. “Saber quando usar ou poupar a parte elétrica será decisivo”, pontuou.
Análise da geração 2022-2025
Albon também avaliou os carros utilizados entre 2022 e 2025. Apesar das queixas frequentes sobre dificuldades técnicas, o britânico destacou que ainda era possível extrair o máximo de desempenho. “Esses carros permitem chegar a 100%”, afirmou, embora admita que exageros ao volante sejam mais penalizados do que no ciclo regulatório anterior.
Efeito colateral do desenvolvimento
Segundo o piloto, a evolução das equipes acabou comprometendo um dos objetivos da revisão aerodinâmica iniciada em 2022: facilitar perseguições e ultrapassagens. “Conforme os carros melhoraram, seguir de perto ficou pior”, disse, ressaltando que a tecnologia acabou se sobrepondo às intenções do regulamento.
Perspectiva pessoal
Albon ainda lembrou que seu retorno ao grid em 2022 influenciou a maneira como vê as mudanças. “Talvez minha abordagem seja diferente porque enxerguei aquilo como uma chance de voltar à Fórmula 1; eu pilotaria o que estivesse disponível”, concluiu.
Com informações de Autoracing



