O ex-piloto e dirigente Alexander Wurz declarou que entende e endossa as críticas feitas por Max Verstappen ao regulamento técnico introduzido na temporada 2026 da Fórmula 1. Em entrevista ao podcast Lift and Roast, divulgada neste sábado (4), o austríaco afirmou que a posição do tetracampeão é “fundamental” para o futuro da categoria.
Preocupação com o uso de energia elétrica
A principal queixa de parte do grid, liderada por Verstappen, envolve a ampliação do uso de energia elétrica e a consequente gestão de bateria exigida pelos novos carros. Pilotos temem que o foco na economia de energia diminua o nível das disputas na pista, embora alguns vejam valor no desafio técnico adicional.
Atuação dentro da GPDA
Wurz, presidente da Grand Prix Drivers Association (GPDA), elogiou o neerlandês por participar ativamente das discussões internas. “Max é um dos membros mais engajados da GPDA e demonstra grande preocupação com o esporte”, destacou. Segundo ele, os 22 pilotos atuais da Fórmula 1 fazem parte da entidade e mantêm discurso unificado quando apresentam demandas à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e à FOM.
Falta de diálogo no processo regulatório
O ex-piloto criticou o nível de envolvimento dos competidores na elaboração das normas que entraram em vigor em 2026. De acordo com Wurz, em ciclos anteriores a participação dos pilotos foi “muito mais intensa e frequente”. Ele lembrou que a GPDA já havia alertado, anos atrás, para o risco de as exigências energéticas saírem do controle.
Debate sobre experiência de pilotagem
Questionado sobre o impacto do novo pacote técnico na experiência ao volante, Wurz disse compreender argumentos dos dois lados. “Como alguém com mentalidade técnica, gosto do desafio de buscar soluções rapidamente”, comentou. No entanto, reforçou que, independentemente do grau de diversão ou dificuldade, o objetivo dos competidores continua sendo vencer.
Pedido de atenção às críticas
Ao encerrar a entrevista, Wurz reiterou apoio total a Verstappen e solicitou que dirigentes e equipes levem as reclamações a sério. Para ele, a temporada ainda está no início e haverá tempo para ajustes: “Todos precisamos nos acostumar, mas é essencial manter o diálogo aberto”.
Com informações de Autoracing



