Fernando Alonso voltou a criticar o atual regulamento da Fórmula 1. Em entrevista concedida na manhã deste sábado, 4 de abril de 2026, às 10h30, o piloto da Aston Martin afirmou que as curvas de alta velocidade deixaram de exigir habilidade dos competidores e se transformaram em trechos dedicados à recuperação de energia das unidades de potência.
Segundo o bicampeão mundial, a necessidade de poupar e armazenar energia ao longo da volta impede que os pilotos acelerem ao máximo durante a classificação. “Hoje, as curvas rápidas servem para recarregar a bateria; o desafio técnico praticamente sumiu”, disse.
Redução de energia não resolveu
No Grande Prêmio do Japão, a quantidade disponível de energia caiu de 9 MJ para 8 MJ por volta. A expectativa era de menor economia e maior velocidade constante, mas Alonso relatou que a situação continuou a mesma. Imagens de carros entrando em superclipping na curva 130R, em Suzuka, reforçaram a insatisfação nos boxes.
O espanhol lembrou que o traçado japonês, assim como Albert Park, exige alto consumo energético. Ele acredita que a etapa seguinte, em Miami, poderá aliviar o problema por exigir menos gerenciamento extremo.
“Metade da equipe poderia pilotar”
Alonso recorreu à ironia para ilustrar o quanto a pilotagem teria se tornado menos complexa. Nos testes de pré-temporada no Bahrein, havia dito que até o chefe da equipe conseguiria guiar o carro em certas curvas. Agora, ampliou a provocação: “Talvez não o chefe, mas 50% do pessoal da garagem conseguiria pilotar em Suzuka”.
Possível correção, mas limites do regulamento
Para o veterano, qualquer solução duradoura esbarra nas regras atuais, que privilegiam a eficiência em retas e a economia de energia. Ainda assim, ele defende ajustes de curto prazo para diminuir o superclipping e as quedas de potência.
“É algo que precisa ser corrigido. Uma mudança rápida no regulamento pode ajudar, mas com estas regras nunca mais vamos levar o carro ao limite nas curvas de alta velocidade”, concluiu.
Com informações de AutoRacing



