Melbourne (09.mar.2026) – Depois do Grande Prêmio da Austrália, prova de abertura da temporada 2026 da Fórmula 1, o chefe da McLaren, Andrea Stella, detalhou os pontos que precisam de evolução no MCL40 para que a equipe volte a disputar vitórias e defenda os títulos de pilotos e construtores obtidos em 2025.
Diferença para Mercedes e Ferrari
Stella reconheceu que o carro laranja ficou atrás de Mercedes e Ferrari em Albert Park. Mesmo com Lando Norris terminando em quinto, após segurar Max Verstappen nas voltas finais, a escuderia de Woking não teve ritmo para acompanhar a dobradinha da equipe alemã nem o início veloz da escuderia italiana, que acabou prejudicada por mais um erro estratégico.
Duas áreas prioritárias
Segundo o dirigente, o déficit de desempenho se concentra em dois setores:
- Unidade de potência: embora utilize o mesmo motor Mercedes, a McLaren ainda não extrai o máximo do conjunto, sobretudo em velocidade de reta.
- Aderência nas curvas: falta de grip comprometeu tanto a classificação, em que Norris e Oscar Piastri largaram em quinto e sexto, quanto o ritmo de corrida.
“Precisamos desenvolver o carro e, nas primeiras corridas, extrair tudo que ele oferece na configuração atual”, afirmou Stella. Atualizações relevantes são esperadas para as próximas etapas.
Acidente de Piastri antes da largada
Os dados do fim de semana vieram apenas de Norris. Piastri, correndo em casa, bateu na volta de ida ao grid após tocar a zebra com pneus frios. O torque extra na troca de marcha agravou a perda de controle. Stella classificou o incidente como “muito azarado”, mas disse confiar na rápida recuperação mental do piloto, que volta à pista no próximo GP, na China.
Com o trabalho focado em explorar melhor o motor e gerar mais aderência, a McLaren espera reduzir o vácuo para Mercedes e Ferrari nas próximas corridas do calendário 2026.
Com informações de Autoracing



