Kimi Antonelli afirmou ter levado uma “chacoalhada” de Toto Wolff e do próprio pai logo após o Grande Prêmio da Itália, disputado em Monza, em 8 de setembro de 2025. Segundo o estreante da Mercedes, a cobrança marcou o fim de uma sequência negativa que se arrastava desde o início da etapa europeia da temporada.
Queda de rendimento no continente europeu
Depois de iniciar o ano com resultados sólidos, o italiano enfrentou forte declínio quando o calendário chegou à Europa. Em nove provas no continente, ele somou apenas três pontos, contra 119 obtidos nas demais 13 etapas do campeonato.
“Soa estranho, porque achei que minha experiência nas pistas europeias me ajudaria”, admitiu Antonelli ao jornal suíço Blick. “Fui surpreendido; cada fim de semana seguia um rumo diferente.”
Dificuldades técnicas e pressão pessoal
Apesar de conhecer boa parte dos circuitos, o piloto relatou desconforto constante no carro. Falhas mecânicas e a adaptação à nova suspensão da Mercedes limitaram seu desempenho. “Não encontrava ritmo, não me sentia bem no cockpit. Nada parecia se encaixar”, detalhou.
A soma de problemas minou a confiança do novato e levou a erros incomuns. A situação, nas palavras dele, chegou a parecer “fora de controle”.
Reviravolta após Monza
A virada começou depois da etapa italiana. Animado pela conversa franca com Wolff e pelo suporte do pai, Antonelli reuniu engenheiros em uma longa reunião técnica. O resultado surgiu imediatamente: em São Paulo, foi segundo colocado tanto na corrida curta quanto no Grande Prêmio, credenciando-se como candidato forte para a prova de Las Vegas.
“Doeu ouvir o que Toto e meu pai disseram, mas eu precisava daquele choque”, contou. “A partir dali, foquei no que importava.”
Segundo o piloto, o diálogo interno foi decisivo para recuperar a confiança: “Sozinho eu não sairia daquela situação. A conversa com os engenheiros ajudou muito”.
Com informações de Autoracing



