A Audi solicitou esclarecimentos formais à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sobre supostas soluções de motor que estariam sendo desenvolvidas por Mercedes e Red Bull Powertrains-Ford para o novo regulamento de 2026 da Fórmula 1.
Segundo a montadora alemã, as rivais teriam encontrado uma maneira de operar os propulsores com razão de compressão acima do limite de 16:1, valor fixado para medições em temperatura ambiente. A prática, se confirmada, poderia gerar vantagem estimada entre 10 e 15 cv e reduzir em 0,3 a 0,4 s o tempo de volta.
Pedidos de explicação
A preocupação levou Audi, Ferrari e Honda a enviar cartas à FIA questionando a legalidade do conceito. Mattia Binotto, chefe de operações da Audi, afirmou que a diferença de desempenho seria “grande” caso o artifício seja permitido.
James Key, diretor técnico da equipe alemã, reforçou a necessidade de aplicação uniforme das regras: “Você precisa de um campo de jogo nivelado. Se algo não puder ser reproduzido por todos, não faz sentido permitir”, declarou.
Reunião em janeiro
A FIA marcou uma reunião com as fabricantes para 22 de janeiro. Binotto não espera mudança imediata no regulamento, mas busca aprimorar “a metodologia para medir a razão de compressão em condições de operação”.
Protesto em vista
Se o suposto truque for confirmado, a Audi admite a possibilidade de um protesto oficial já no GP da Austrália de 2026, prova que abrirá a temporada. “Só é possível protestar quando se sabe exatamente o que está sendo contestado”, ressaltou Binotto.
Com a pressão crescente sobre a FIA para garantir igualdade técnica, a preparação para 2026 promete debates intensos sobre interpretação de regras e soluções de engenharia.
Com informações de F1Mania



