O jornalista Chris Medland publicou, em 25 de dezembro de 2025, sua tradicional avaliação anual das equipes da Fórmula 1. No primeiro bloco, que abrange Alpine, Aston Martin, Ferrari, Haas e McLaren, ele atribuiu notas de 0 a 10 e destacou pontos positivos e negativos de cada escuderia na temporada 2025.
Alpine – nota 3/10
Desempenho: 0 poles, 0 vitórias, 10º lugar no Mundial de Construtores (22 pontos).
Pontos fortes: Pierre Gasly conseguiu um raro sexto lugar e tem contrato de longo prazo. A chegada dos motores Mercedes em 2026 gera expectativa de melhoria.
Pontos fracos: Saída inesperada do chefe Ollie Oakes após Miami, carro pouco competitivo e baixo investimento em desenvolvimento. Jack Doohan perdeu o assento para Franco Colapinto após seis GPs; os dois foram os únicos pilotos que não pontuaram no ano.
Aston Martin – nota 5/10
Desempenho: 0 poles, 0 vitórias, 7º lugar (89 pontos).
Pontos fortes: Adrian Newey iniciou trabalhos na equipe. Fernando Alonso somou um quinto lugar na Hungria e um sexto em Abu Dhabi. Lance Stroll garantiu pontos constantes na primeira metade do campeonato.
Pontos fracos: Falta de progresso competitivo em relação a 2024. Instabilidade interna, com reposicionamento de Andy Cowell, levanta dúvidas sobre a estrutura para 2026.
Ferrari – nota 4/10
Desempenho: 1 pole, 0 vitórias, 4º lugar (398 pontos).
Pontos fortes: Lewis Hamilton venceu a primeira Sprint do ano. Charles Leclerc conquistou sete pódios e quase repetiu a vitória em Mônaco. Em Cidade do México, a equipe largou com os dois carros no top 3 e Leclerc terminou em segundo.
Pontos fracos: Novo carro apresentou problemas, incluindo dupla desclassificação na China. Após foco antecipado em 2026, rendimento caiu: nas oito etapas finais, Hamilton só foi melhor que oitavo uma vez (4º em Austin).
Haas – nota 7/10
Desempenho: 0 poles, 0 vitórias, 8º lugar (79 pontos).
Pontos fortes: Equipe solucionou rapidamente falha no assoalho detectada na Austrália. Esteban Ocon foi quinto e Ollie Bearman oitavo na China; Bearman ainda ficou em quarto no México. Cinco GPs terminaram com os dois carros na zona de pontos.
Pontos fracos: Problema inicial consumiu recursos. Irregularidade em fins de semana como Barcelona, Bélgica e Azerbaijão custou pontos valiosos. Ocon teve desempenho oscilante devido a tendência de subesterço.
McLaren – nota 9/10
Desempenho: 13 poles, 14 vitórias, campeã de Construtores (833 pontos).
Pontos fortes: Equipe manteve evolução técnica e abriu vantagem já no início da temporada. Lando Norris conquistou o título de pilotos, com Oscar Piastri em forte ascensão. Dupla garantiu o segundo campeonato consecutivo para a McLaren.
Pontos fracos: Erros próprios quase comprometeram o título de pilotos: desclassificação em Las Vegas afetou apenas a equipe, e estratégia equivocada no Catar deu nova vitória a Max Verstappen. As “Papaya Rules” foram elogiadas, mas podem precisar de ajustes.
A segunda parte da análise, que abordará as demais equipes, será publicada posteriormente.
Com informações de RACER



