Mohammed Ben Sulayem foi confirmado nesta sexta-feira (12) para mais quatro anos no comando da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), durante a Assembleia Geral realizada em Tashkent, Uzbequistão. A eleição tornou-se mera formalidade após a retirada das candidaturas de Tim Mayer, Laura Villars e Virginie Philippot, deixando Ben Sulayem sem adversários.
Os três desistiram porque não conseguiram completar a lista exigida de vice-presidentes. O regulamento determina a apresentação, até 24 de outubro, de um presidente do senado, dois vice-presidentes adjuntos e sete vice-presidentes, sendo dois europeus e pelo menos um representante de cada região indicada pelo Conselho Mundial de Esporte a Motor (WMSC). Em 2025, apenas Fabiana Ecclestone apareceu como elegível pela América do Sul e já estava alinhada à chapa de Ben Sulayem, inviabilizando eventuais concorrentes.
Apesar de Villars ter ingressado com ação judicial em busca da suspensão do pleito — processo que seguirá em fevereiro —, o pedido não foi aceito, e a FIA ratificou o resultado nesta sexta.
Nova diretoria
A equipe eleita inclui:
- Carmelo Sanz de Barros – presidente do senado
- Timothy Shearman – vice-presidente para mobilidade e turismo
- Malcolm Wilson – vice-presidente para esporte
“Obrigado a todos os membros da FIA por votarem em números notáveis e novamente confiarem em mim. Superamos muitos obstáculos e, hoje, estamos mais fortes do que nunca”, declarou Ben Sulayem após a confirmação.
Situação financeira
Em comunicado, a FIA afirmou que a gestão iniciada em 2021 resultou em “renovação e estabilização” da entidade. O órgão registrou prejuízo de € 24 milhões (US$ 28 mi) em 2021, mas projeta resultado operacional positivo de € 4,4 milhões (US$ 5,16 mi) para 2025.
Com informações de RACER



