Roma, 6 de novembro de 2025 – Gerhard Berger, ex-piloto da Ferrari, afirmou que o trabalho de Frederic Vasseur à frente da equipe de Maranello precisa de tempo e paciência para mostrar resultados, apesar das críticas recentes ao dirigente.
Em entrevista ao jornal italiano Corriere dello Sport, o austríaco de 66 anos recordou ter sido o último piloto a assinar contrato diretamente no escritório de Enzo Ferrari e destacou que processos de reconstrução exigem constância. “Já vivi situação parecida antes da chegada de Michael Schumacher. Nada acontece do dia para a noite”, declarou.
Pilotos como ponto forte
Para Berger, o maior trunfo da Ferrari atualmente é a dupla de pilotos. Ele elogiou a evolução de Charles Leclerc, que, segundo o ex-piloto, elevou o próprio nível ao dividir a garagem com Lewis Hamilton. “Eles são indiscutíveis”, resumiu.
Mesmo reconhecendo a frustração dos torcedores com a ausência de pódios, Berger pediu calma: “É normal sofrer ao ver a equipe fora das primeiras posições, mas isso faz parte do crescimento”.
Olho na nova geração
O austríaco também comentou a estreia de Andrea Kimi Antonelli na Mercedes ao lado de George Russell. Berger aposta que o italiano terá um ano valioso de aprendizado até a mudança de regulamento em 2026. “Tudo recomeça com os novos carros”, explicou.
Na avaliação do ex-piloto, a próxima safra da Fórmula 1 é promissora. Ele citou Gabriel Bortoleto como “o futuro”, elogiou Isack Hadjar e observou que Antonelli, apesar de contar com um equipamento competitivo, convive com forte pressão – combinação que, nas palavras de Berger, “forma um campeão”.
Com informações de Autoracing



