Munique, 10 de abril de 2026 – Mattia Binotto, chefe da equipe Audi na Fórmula 1, reforçou que o novo programa de motor da fabricante não produzirá resultados imediatos, mesmo com o auxílio regulatório previsto para a temporada de 2026.
Regras permitem atualizações, mas dentro de limites
Segundo o dirigente, o dispositivo regulatório ADUO (Audi Development Upgrading Opportunity) da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) autoriza ajustes extras quando um propulsor apresenta desempenho até 2% inferior ao motor de referência – hoje, o da Mercedes. Caso a defasagem ultrapasse essa margem, a regulamentação concede novas etapas de evolução.
A Audi deverá ter direito a duas janelas de desenvolvimento por meio desse mecanismo. Mesmo assim, Binotto alertou que isso não altera o cenário a curto prazo. “Os prazos de desenvolvimento são extensos e já sabíamos que a maior diferença para as equipes de ponta viria da unidade de potência”, afirmou.
Meta de longo prazo estabelece 2030 como referência
O italiano destacou que determinados conceitos técnicos demoram a gerar efeito na pista. Por esse motivo, a Audi definiu 2030 como horizonte para atingir o patamar desejado. “Não falta ambição, mas certas soluções não surgem em poucas corridas”, explicou.
Binotto frisou ainda a necessidade de seguir um plano meticuloso: “Precisamos compreender exatamente onde estamos, estabelecer etapas claras e cumpri-las. Milagres não existem”.
Para o chefe da equipe, o foco imediato será consolidar processos internos e extrair o máximo das oportunidades técnicas que o regulamento oferece, sempre com a perspectiva de evolução gradual.
Com informações de Autoracing



