Gabriel Bortoleto afirmou acreditar que a Audi superará o atual déficit de potência e ocupará lugar de destaque entre as fabricantes de motores da Fórmula 1 nos próximos anos.
A declaração foi dada após o GP da Austrália, no último fim de semana, prova que marcou a estreia da equipe alemã na categoria depois da aquisição da antiga Sauber. Com o modelo R26, o piloto brasileiro terminou em nono lugar, resultado considerado positivo para um carro ainda em fase de adaptação.
Apesar do desempenho, a corrida em Albert Park evidenciou limitações da unidade de potência desenvolvida pela Audi em sua fábrica modernizada de Neuburg. “Não tenho dúvida de que vamos chegar lá”, disse Bortoleto sobre o motor V6. “Se será neste ano ou no próximo, não sei, mas estou certo de que nos tornaremos um dos principais fabricantes. Entendemos por que falta potência; agora é trabalhar e aprender. Algumas equipes fazem isso há quinze anos, e estamos no primeiro ano de construção do nosso motor.”
O chefe de equipe, Jonathan Wheatley, ressaltou que os propulsores híbridos ainda estão em estágio inicial dentro das atuais regras técnicas. “Estamos no começo deste regulamento, a maior mudança técnica da minha carreira, talvez de todos os tempos. À medida que os carros se tornam mais sofisticados, os motores ganham eficiência e as corridas ficam mais equilibradas”, comentou.
O regulamento de 2026 prevê mecanismos para reduzir disparidades de desempenho, permitindo atualizações extras às fabricantes que estiverem em desvantagem. Enquanto isso, Bortoleto mantém o foco nas próximas etapas do campeonato. “É fascinante ver como os carros usam energia numa volta tentando ultrapassar. Foi exaustivo física e mentalmente por conta do uso e da recuperação de energia”, concluiu.
Com informações de F1Mania



