HomeFórmula 1Buemi avalia progresso e alerta para desafios do motor Red Bull-Ford de...

Buemi avalia progresso e alerta para desafios do motor Red Bull-Ford de 2026

Milton Keynes (Reino Unido), 9 de janeiro de 2026 – Com o novo regulamento de unidades de potência da Fórmula 1 previsto para entrar em vigor em 2026, a Red Bull dá os últimos passos no desenvolvimento do primeiro motor produzido integralmente por sua recém-criada divisão Red Bull Powertrains (RBPT), em parceria técnica com a Ford. O suíço Sébastien Buemi, piloto da Envision Racing na Fórmula E e responsável pelo simulador da equipe, relatou avanços, mas manteve cautela sobre o real potencial do projeto.

“Só saberemos na pista”

Em declaração ao site RacingNews365, Buemi afirmou que o trabalho evolui de forma encorajadora: “Eu acho que está indo bastante bem, mas é um desafio enorme para a Red Bull fabricar seu próprio motor. Você realmente só descobre onde está quando coloca o carro na pista e se compara com os outros”.

O suíço destacou que análises internas indicam bons sinais de confiabilidade, porém desempenho só poderá ser aferido em competição direta. “Você até consegue saber se o conjunto é confiável ou se existem grandes problemas. No entanto, em termos de performance, é preciso correr contra os outros”, observou.

Operação construída do zero

A RBPT foi criada após a equipe de Milton Keynes decidir abandonar o status de cliente e tornar-se fabricante. Segundo Buemi, o departamento de motores já reúne cerca de 500 profissionais. Toda a estrutura — desde bancadas de teste até as áreas de chassi, túnel de vento e marketing — encontra-se no mesmo complexo. O túnel de vento, porém, ainda não está totalmente concluído.

“Eles começaram do nada: sem fábrica, sem funcionários, sem estrutura”, lembrou o bicampeão da Fórmula E (2015/2016). “O que eles têm hoje, com tudo no mesmo local, eu acho que só a Ferrari possui algo parecido.”

Novo regulamento amplia exigências

As regras que passam a valer em 2026 aumentarão a participação elétrica no conjunto híbrido, eliminarão o MGU-H e introduzirão combustíveis sintéticos sustentáveis. Para Buemi, a experiência na Fórmula E oferece referências úteis, mas não elimina armadilhas típicas dos sistemas híbridos: “Queremos sempre mais dirigibilidade, confiabilidade e potência. Até agora, tudo parece ir bem. Mesmo assim, só vamos ter certeza quando realmente pilotarmos”.

O piloto reforçou que testes de bancada e simulações não conseguem prever todos os cenários. “Podem surgir vibrações que causem danos quando o motor entra no carro. É muito difícil prever tudo”, explicou.

Cenário aberto para 2026

Além da Red Bull-Ford, a Audi fará estreia como fabricante ao assumir o controle da Sauber, juntando-se a Mercedes, Ferrari, Alpine e Honda (com Aston Martin) no novo ciclo de motores. No último grande salto regulamentar, em 2014, a Mercedes dominou desde as primeiras corridas. Desta vez, Buemi prefere não fazer prognósticos: “Em algum momento, precisamos descobrir se o que estamos fazendo é suficiente”.

Com cerca de um ano pela frente, a Red Bull segue acelerando a preparação de sua unidade de potência, mas, como frisa Buemi, apenas a estreia na pista revelará o real patamar do projeto.

Com informações de Autoracing

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

Must Read

spot_img