O comentarista Will Buxton, atualmente ligado à cobertura da Indy, colocou em dúvida a condição da Cadillac para iniciar sua trajetória na Fórmula 1. Durante participação no podcast Up to Speed, o jornalista afirmou que a estrutura formada pela montadora norte-americana demonstra sinais de esgotamento antes mesmo de alinhar na primeira prova, prevista para o Grande Prêmio da Austrália de 2026.
Buxton lembrou que a Cadillac ergueu o projeto do zero, diferentemente da Audi, que assumirá a operação da Sauber ao fim de 2025. Para acelerar o processo, a equipe norte-americana vem realizando, desde o GP da Espanha do ano passado, simulações completas de fins de semana de corrida em sua fábrica.
Segundo o comentarista, o modelo adotado pelo novo time — com três sedes divididas entre Reino Unido e Estados Unidos — pode comprometer o desempenho logo de saída. “Ter três bases não é a estratégia ideal para nenhuma equipe, muito menos para uma que está começando”, declarou.
No mesmo programa, Buxton destacou dois pontos que, em sua visão, agravam a situação. O primeiro seria a cultura de trabalho nos EUA, “onde não existe descanso” e o profissional se dedica integralmente ao emprego. O segundo, típico do ambiente da Fórmula 1, seria a pressão constante por resultados: “Se você não gosta, vão encontrar alguém mais jovem e mais barato para fazer o trabalho”.
“A equipe está exausta, simplesmente acabada, e a temporada nem começou”, concluiu o jornalista, reforçando a preocupação sobre a capacidade de a Cadillac sustentar o ritmo exigido pelo calendário da categoria.
Com informações de F1Mania



