A Cadillac F1 decidiu oferecer remuneração até três vezes maior que a praticada no paddock para atrair engenheiros, mecânicos e especialistas de equipes rivais e, assim, acelerar sua preparação para a temporada 2026 da Fórmula 1.
Estratégia agressiva de contratações
De acordo com o jornal Blick, a recém-aprovada equipe norte-americana enfrenta dificuldades para compor seu quadro técnico por causa das cláusulas de quarentena (conhecidas como gardening leave) impostas por outras escuderias. Para contornar o problema, o time passou de uma proposta de dobrar salários para a promessa de vencimentos até três vezes superiores.
Aprovação tardia e novo regulamento
A Cadillac recebeu a autorização final da Fórmula 1 apenas em março de 2025, o que deixou o projeto em desvantagem de tempo. A categoria adotará regras totalmente novas em 2026, incluindo aerodinâmica ativa, pneus mais estreitos e unidades de potência de última geração, exigindo forte investimento em desenvolvimento.
Bottas e Pérez confirmados
As duas primeiras mudanças de pilotos para 2026 envolvem a Cadillac. O finlandês Valtteri Bottas, ex-reserva da Mercedes, e o mexicano Sergio Pérez, vindo da Red Bull, liderarão o programa de estreia. A experiência da dupla deve auxiliar na evolução do carro, cujo chassi para 2026 já teria sido o primeiro a ser testado, segundo o diretor Graeme Lowdon.
Testes com chassi antigo da Ferrari
Enquanto reforça sua equipe, a Cadillac planeja usar um modelo antigo da Ferrari para testes em pista e simulações completas de fim de semana dentro de sua fábrica. A medida serve para treinar procedimentos e coletar dados até que o carro definitivo fique pronto.
Paralelo com a Toyota e reação do paddock
A postura agressiva lembra o investimento bilionário da Toyota na década de 2000, que terminou sem vitórias. Ainda assim, Lowdon avalia que cada novo integrante contratado será “um ótimo investimento” se a estrutura se mostrar competitiva.
Antes da aprovação da entrada da Cadillac, Toto Wolff, chefe da Mercedes, declarou à Auto Motor und Sport que o valor de inscrição — estimado em US$ 450 milhões — “é muito baixo” para compensar a divisão da receita entre as equipes, mas reconheceu que um grande aporte da marca norte-americana pode agregar valor ao campeonato.
Alpine na mira
No mercado de pessoal, a Alpine surge como um dos alvos mais vulneráveis e já manifestou preocupação com a movimentação da nova equipe, que conseguiu contratar Bottas e Pérez apesar do interesse francês. A disputa por profissionais promete intensificar a rivalidade mesmo antes de as luzes se apagarem em 2026.
Com informações de Autoracing



