Steve Nielsen, responsável pela equipe Alpine de Fórmula 1, admitiu estar apreensivo com a solução adotada para a asa traseira do modelo A526, desenvolvido para o regulamento de 2026. A declaração foi feita neste sábado, 28 de fevereiro de 2026, durante conversa com jornalistas na pré-temporada.
Dispositivo contrário ao padrão
Com a introdução da aerodinâmica ativa no lugar do antigo DRS, a maioria das equipes manteve o movimento tradicional de abertura da asa para reduzir o arrasto em retas. A Alpine seguiu direção oposta: quando o modo de reta é acionado, a asa traseira colapsa em vez de se abrir. O desenho, considerado fora do comum, permaneceu no carro ao longo de todos os testes de inverno.
Comparação com rivais
Outra escuderia a experimentar um conceito distinto foi a Ferrari, que avaliou uma asa invertida por apenas cinco voltas no segundo teste no Bahrein antes de retornar ao projeto convencional. Diferentemente dos italianos, a Alpine manteve o novo recurso e se tornou a principal exceção no grid quanto a esse item do regulamento.
Desempenho na pré-temporada
Além da novidade aerodinâmica, o A526 marca o início da parceria da Alpine com motores Mercedes, após o fim do vínculo de fábrica com a Renault. Nos testes, o time francês posicionou-se no pelotão intermediário superior, disputando com a Haas o posto de quinta força.
Nielsen admite nervosismo
Perguntado se o fato de ninguém ter seguido o mesmo caminho causa tensão, Nielsen respondeu que a situação naturalmente gera preocupação, lembrando o resultado abaixo do esperado no ano anterior. Ele ressaltou, contudo, que escolhas incomuns não significam, por si só, que estejam erradas.
O dirigente afirmou que ainda não há resposta definitiva sobre a eficiência da solução. Segundo ele, a equipe segue monitorando tudo o que aparece nos carros concorrentes, reproduzindo conceitos em simulação sempre que julga necessário para validar as próprias decisões.
Com informações de Autoracing



