HomeFórmula 1Crise técnica na Aston Martin coloca Adrian Newey no centro de impasse

Crise técnica na Aston Martin coloca Adrian Newey no centro de impasse

A Aston Martin atravessa uma fase delicada na Fórmula 1. Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, o ex-piloto e comentarista Ivan Capelli afirmou que a equipe praticamente não tem como se afastar de Adrian Newey, que além de projetista também é acionista da escuderia.

Vibrações no motor Honda ameaçam GP da Austrália

Capelli revelou que vibrações na nova unidade de potência Honda podem impedir Fernando Alonso e Lance Stroll de completar a distância total da prova em Melbourne, marcada para este fim de semana. O problema se soma a outras fragilidades internas que, segundo o analista, permanecem “mascaradas” pelos defeitos atuais.

Papel duplo de Newey dificulta tomadas de decisão

O comentarista lembrou que, em passagens anteriores por Williams, McLaren e Red Bull, Newey tinha chefes que estabeleciam prazos claros. Agora, além de liderar o projeto do carro, ele acumula funções de gestão e, por deter participação acionária, torna-se “praticamente intocável” dentro da organização. Capelli citou ainda que o modelo de 2026 foi entregue com atraso devido a alterações de última hora.

Regulamento de 2026 gera incertezas

Sobre as regras que entrarão em vigor em 2026, Capelli destacou dúvidas em torno do limite de 350 kW para recarga elétrica das baterias. De acordo com ele, nem a Aston Martin nem outras equipes conseguem atingir o valor máximo; testes recentes foram realizados entre 200 e 250 kW.

Possível aumento da diferença entre equipes

Enquanto o CEO da F1, Stefano Domenicali, espera que os contratempos sejam superados após algumas corridas, Capelli acredita que a nova era técnica pode ampliar a distância no grid. Para ele, Mercedes, Ferrari, McLaren e Red Bull devem permanecer próximas, enquanto o restante pode ficar cerca de um segundo atrás.

Evolução da Ferrari e desempenho de pilotos

Capelli elogiou a evolução do carro da Ferrari para 2026, atribuindo parte do avanço ao trabalho de Charles Leclerc no desenvolvimento da traseira, incluindo a asa “Macarena”. Mesmo com a chegada de Lewis Hamilton, o analista vê Leclerc iniciando o campeonato com ligeira vantagem, já que o britânico ainda não demonstra fluidez total nas curvas.

Antonelli impressiona; Audi, Alpine e Haas de olho no pelotão intermediário

Entre os novatos, Andrea Kimi Antonelli, da Mercedes, chamou atenção de Capelli pela maturidade e pelo estudo detalhado sobre o companheiro George Russell. No meio do pelotão, Audi surge com um carro equilibrado, apesar do visual volumoso; a Alpine pode surpreender positivamente; e a Haas também apresenta potencial competitivo, avaliou o ex-piloto.

As primeiras respostas aos desafios técnicos e à gestão de Newey deverão aparecer já no GP da Austrália, prova que abre a temporada 2026 da Fórmula 1.

Com informações de Autoracing

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