Mercedes, Red Bull e Ferrari estão no centro de uma nova polêmica na Fórmula 1. De acordo com o jornal alemão Bild, as três equipes teriam contratado ilegalmente policiais militares em São Paulo para realizar escoltas particulares durante o fim de semana do Grande Prêmio, disputado em Interlagos.
Segundo a publicação, cada agente teria recebido cerca de US$ 500 para abrir caminho pelos congestionamentos entre a capital paulista e o autódromo. Em dias de corrida, o trajeto pode ultrapassar duas horas, o que teria motivado a busca por rotas alternativas fora dos canais oficiais.
Uso de viaturas e falta de autorização
O Bild afirma que os policiais utilizaram viaturas oficiais no horário de serviço, sem qualquer autorização formal das autoridades locais. Diferentemente de etapas como México, Hungria e Miami, onde a escolta é organizada por órgãos governamentais, o esquema em São Paulo teria sido acertado de forma privada.
Placas retiradas e infrações de trânsito
Relatos indicam que alguns veículos do comboio circularam sem placas. A justificativa oficial seria segurança, mas testemunhas apontam que a medida evitou multas por excesso de velocidade, avanço de sinal vermelho e uso de faixas exclusivas. Há ainda suspeitas de desrespeito a regras de trânsito em áreas de grande fluxo.
Posicionamento da Fórmula 1 e das equipes
Até o momento, nem as escuderias nem a categoria assumiram responsabilidade pelo episódio. A Fórmula 1 reconheceu a existência das escoltas, mas negou qualquer envolvimento na organização logística em São Paulo. Não foi divulgado quem autorizou os pagamentos aos policiais.
Autoridades locais analisam as informações, e o caso pode gerar desdobramentos caso seja confirmada a violação das normas brasileiras.
Com informações de Autoracing



