O ex-piloto e ex-comissário da FIA, Johnny Herbert, acredita que a Cadillac enfrentará um primeiro ano difícil quando ingressar na Fórmula 1 em 2026. A avaliação foi feita durante o podcast “Stay On Track”.
Herbert destacou que, apesar de o projeto somar mais de três anos de desenvolvimento — iniciado por Michael Andretti e posteriormente absorvido pela General Motors, proprietária da marca Cadillac —, a curva de aprendizado para uma equipe novata costuma ser longa.
“É uma experiência completamente nova. Mesmo com profissionais experientes, trata-se de um cenário diferente quando se monta uma equipe do zero. Há muitas expectativas dentro da própria Cadillac”, disse o britânico.
Quatro a cinco anos para se firmar
Com a entrada da Cadillac, o grid passará de dez para onze equipes, algo que não ocorre há uma década. Para Herbert, contudo, o time norte-americano terá de lidar com adversários consolidados como Ferrari, Mercedes, Red Bull Racing e McLaren, o que exigirá paciência.
“Vai levar tempo, provavelmente quatro ou cinco anos até que tudo se encaixe”, avaliou. “A primeira temporada deve ser especialmente complicada.”
Pilotos experientes e comando definido
Para o campeonato de 2026, a Cadillac já confirmou Valtteri Bottas e Sergio Pérez como pilotos, além de Graeme Lowdon na chefia da equipe. Apesar da bagagem de ambos os competidores, Herbert prevê que a dupla terá de se acostumar a brigar no fim do pelotão no início do projeto.
“Eles têm dois grandes pilotos com experiências variadas, mas, no fim das contas, devem passar o primeiro ano lutando pelas últimas posições”, concluiu.
Com informações de F1Mania



