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Ex-comissário da FIA afirma que decisão de Michael Masi “entregou” título de 2021 a Verstappen

15 de janeiro de 2026 – O ex-piloto da Fórmula 1 e ex-comissário da FIA Danny Sullivan declarou que o então diretor de prova Michael Masi favoreceu Max Verstappen na última etapa da temporada 2021, disputada em Abu Dhabi, e acabou “dando” o campeonato ao holandês.

Relargada decisiva em Abu Dhabi

Sullivan, que atuou como comissário em duas corridas de 2021 (mas não na final), avaliou que a relargada autorizada por Masi na última volta definiu o resultado. O diretor de prova permitiu que apenas cinco carros retardatários retomassem a volta, reorganizando o pelotão de maneira desigual e posicionando Verstappen imediatamente atrás de Lewis Hamilton.

Com pneus macios novos, o piloto da Red Bull ultrapassou o rival da Mercedes, que estava com compostos de 44 voltas, venceu a prova e conquistou o título mundial. Para Sullivan, Hamilton ficou “sem qualquer possibilidade de defesa”.

Procedimento fora do regulamento

Segundo o ex-comissário, o regulamento previa a liberação de todos os retardatários antes de uma relargada. Caso isso ocorresse, a corrida terminaria sob safety car, evitando qualquer disputa direta no fim. Sullivan relatou que houve pressão para evitar um encerramento sob bandeira amarela, o que teria influenciado a decisão de Masi.

Consequências e reconhecimento de erro

Após críticas generalizadas, a FIA demitiu Masi. Três meses depois, a federação publicou relatório reconhecendo “erro humano” na condução da prova e anunciou mudanças na função de diretor de prova para as temporadas seguintes. O resultado esportivo, porém, permaneceu inalterado.

Pressão e ambiente “tóxico”

Sullivan comentou que a temporada de 23 etapas impôs grande pressão sobre os oficiais. Ele classificou o ambiente como “um pouco tóxico” e lamentou a necessidade de cumprir acordos de confidencialidade que impedem explicações públicas detalhadas. O ex-comissário citou ainda a saída de Johnny Herbert, que deixou o programa de comissários em 2024 após 15 anos.

Decisões colegiadas

Apesar das críticas, Sullivan negou qualquer favorecimento deliberado entre comissários. “Sempre há quatro pessoas na sala. Já fui voto vencido, mas as decisões são coletivas, baseadas em imagens onboard, telemetria e entrevistas”, afirmou.

Carreira pós-F1 de Masi

Depois de deixar a Fórmula 1, Michael Masi assumiu a presidência da Comissão da Supercars e, no início de 2026, foi nomeado para um posto no MotorSport New Zealand. Ele possui acordo de confidencialidade com a FIA sobre o episódio de Abu Dhabi.

Com informações de Autoracing

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