O clima na Mercedes ficou mais tenso depois do Grande Prêmio do Japão. George Russell, que começou o ano vencendo na Austrália, recebeu um recado direto: será preciso adotar uma postura mais dura para conter o avanço do companheiro de equipe, Kimi Antonelli, líder do Mundial de Pilotos de 2026.
Antonelli triunfou nas duas etapas seguintes, China e Japão, e superou o britânico na tabela. O desempenho consistente da escuderia nos primeiros compromissos da temporada colocou o time alemão como favorito ao título, ampliando a importância da rivalidade interna.
Hinchcliffe vê necessidade de reação imediata
Em participação no podcast F1 Nation, o ex-piloto da IndyCar James Hinchcliffe avaliou que Russell perdeu terreno em Suzuka após a entrada do safety car em momento pouco favorável. Segundo ele, fatores externos podem virar o jogo rapidamente:
“Você pode ter dois ou três fins de semana ruins seguidos, talvez sem qualquer culpa, e se o colega estiver perto demais, a dinâmica muda a favor dele”, afirmou.
Hinchcliffe recordou ainda a atitude combativa exibida por Russell nas categorias de base e defendeu o retorno desse estilo: “A partir de agora, George precisa ser mais implacável. Algumas características que vimos no início da carreira têm de reaparecer.”
Comparação de experiências
Em sua oitava temporada na Fórmula 1, Russell é elogiado por extrair o máximo do carro, mas vê Antonelli, em apenas seu segundo ano, mostrar velocidade suficiente para desafiar o colega. Hinchcliffe aponta que o italiano também carrega pontos a evoluir, principalmente nas largadas, acertadas em apenas uma das quatro ocasiões que incluíram três GPs e a Sprint até agora.
Com a briga interna em aberto e a Mercedes na liderança do campeonato de construtores, os próximos resultados devem definir quem assume o protagonismo na tentativa de levar o título mundial de 2026 para Brackley.
Com informações de F1Mania



