O ex-piloto Eddie Irvine afirmou que a Fórmula 1 “não precisa” de Max Verstappen, depois de o holandês sugerir que pode deixar a categoria ao fim da temporada 2026.
Verstappen, tricampeão mundial, declarou recentemente à BBC Sport que está insatisfeito com o direcionamento dos regulamentos, que, segundo ele, aumentam a ênfase na parte elétrica dos carros. O piloto da Red Bull também mencionou o calendário extenso — 22 provas em 2024, com previsão de 24 em anos seguintes — como fator para considerar a aposentadoria. “Vale a pena? Ou eu prefiro ficar em casa com a minha família?”, questionou o holandês.
Durante a pré-temporada, Verstappen já havia chamado o novo conjunto de regras de “Fórmula E com esteroides” e manteve a crítica nas primeiras corridas do campeonato.
Irvine, vice-campeão de 1999 pela Ferrari, comentou o tema ao jornal italiano Gazzetta dello Sport. “A F1 não precisa do Max, há muitos pilotos talentosos. É difícil para ele se ver no meio do pelotão. Mas, considerando o salário dele, são mais de 50 milhões de dólares (cerca de 43,5 milhões de euros) em boas razões para ficar”, afirmou.
O comentarista Martin Brundle, da Sky Sports, também reagiu às falas de Verstappen. “Max fala sem filtro. Está ficando um pouco cansativo. Ou vá embora, ou pare de falar sobre isso. Ninguém é indispensável neste negócio. O esporte seguirá em frente se ele decidir sair”, declarou.
Verstappen tem contrato com a Red Bull até 2028, mas reforçou que poderá rever seus planos caso não aprove a direção técnica da categoria.
Com informações de F1Mania.net



