A realização dos Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita está ameaçada, e a Fórmula 1 pode ficar até um mês sem corridas caso as etapas sejam suspensas. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (05), véspera do GP da Austrália, enquanto dirigentes da F1 e da FIA acompanham a escalada de tensões no Oriente Médio.
O conflito que envolve Estados Unidos, Iraque e Irã levantou dúvidas sobre a segurança de equipes e funcionários nos dois países do Golfo e também complicou a logística de transporte dos equipamentos. Sem garantias de proteção e com dificuldades para levar o material, a realização das provas permanece indefinida.
Alternativas em análise
Diante do possível cancelamento, a categoria buscou circuitos de reposição, mas encontrou obstáculos:
- Portimão (Portugal): descartado; o autódromo está totalmente reservado em abril.
- Ímola (Itália): conflito de datas com o Mundial de Endurance (WEC) torna a substituição improvável.
- Istambul (Turquia) e Hockenheim (Alemanha): pistas não estão prontas para receber os carros atuais em curto prazo, e a Alemanha não dispõe de verba para sediar uma etapa.
Sem opções viáveis no calendário, a Fórmula 1 avalia a possibilidade de uma pausa prolongada em abril. Caso nenhum circuito seja confirmado a tempo, o campeonato só voltaria à pista um mês depois, impactando o cronograma da temporada.
Por enquanto, não há prazo para uma decisão final. Autoridades da categoria seguem monitorando os desdobramentos na região antes de anunciar os próximos passos.
Com informações de F1Mania.net



