Andrea Stella, chefe da McLaren, pediu que a Fórmula 1 avalie o aumento do limite de potência do superclipping para 350 kW a partir de 2026, medida que, segundo ele, é essencial para reduzir riscos aos pilotos.
O assunto entrou na pauta de uma série de reuniões entre equipes, FIA e Formula One Management (FOM) agendadas para abril, período sem corridas no calendário. O primeiro encontro ocorreu em 9 de abril e outros estão marcados para 16 e 20 de abril. A expectativa é que possíveis mudanças sejam definidas a tempo de entrarem em vigor já no Grande Prêmio de Miami.
Hoje, o superclipping — recurso que permite recarregar a bateria enquanto o carro segue acelerando com o modo reta ativado — trabalha com limite de 250 kW, embora os carros consigam gerar até 350 kW. Stella argumenta que elevar o teto evitará que os pilotos precisem aliviar o acelerador e deixem o carro “planar”, situação que amplia a diferença de velocidade para quem vem atrás e pode gerar acidentes.
“Precisamos analisar os dados e compartilhar informações sobre o que aconteceu com Franco Colapinto e Oliver Bearman”, afirmou o dirigente, citando episódios usados como alerta de segurança. “É um tema que requer estudo profundo, não existe solução simples, mas dispomos da experiência técnica para implementá-la.”
O italiano reforçou que o debate sobre o superclipping deve ser prioridade máxima nas reuniões deste mês. “Pode ser necessária uma combinação de fatores, não algo imediato, mas temos de colocar a segurança em primeiro lugar”, concluiu.
Com informações de F1Mania.net



