A Ferrari saiu da temporada 2025 da Fórmula 1 sem vitórias nem pódios, cenário que alimentou comentários externos sobre um suposto desgaste entre a equipe e Lewis Hamilton em seu primeiro ano em Maranello. Dentro do time, porém, o discurso é diferente. O chefe de engenharia de pista, Matteo Togninalli, afirmou que a convivência tem sido “muito mais sólida” do que sugere a percepção pública.
“Trocar de ambiente já é complexo; para um piloto que passou dez anos no mesmo time, fica ainda mais. Ambos subestimamos o tempo de adaptação, mas o vínculo criado em dez meses é forte”, declarou o engenheiro.
Frustração técnica, não conflito pessoal
Segundo Togninalli, a frustração coletiva por não disputar o título acabou ampliando qualquer ruído de comunicação, como as mensagens de rádio mais duras registradas ao longo do campeonato. O dirigente atribui grande parte das dificuldades ao desempenho do SF-25, sobretudo em classificação.
“Noventa por cento do resultado nasce no sábado. Quem larga na frente costuma permanecer na frente”, explicou. Ele citou a sensibilidade dos pneus em voltas rápidas e lembrou episódios específicos: em Las Vegas, um toque de Hamilton no bollard comprometeu o Q3; com Charles Leclerc, a última tentativa de volta rápida não foi completada a tempo.
Togninalli destaca ainda a competitividade apertada do grid: “Em algumas sessões, dez carros ficaram separados por um décimo. Qualquer detalhe muda tudo”.
De acordo com o engenheiro, a equipe trabalha para direcionar a narrativa a fatores esportivos, deixando claro que o relacionamento interno com Hamilton continua positivo e que a expectativa é de evolução conjunta em 2026.
Com informações de F1Mania



