A discussão sobre o regulamento dos propulsores da Fórmula 1 a partir de 2026 ganhou novo rumo. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) praticamente descartou sua proposta original e articulou, junto às montadoras e à F1, um compromisso político que altera prazos e o equilíbrio técnico entre as fabricantes.
Novo calendário aprovado
De acordo com a revista alemã Motorsport Magazin, a Comissão de Fórmula 1 aprovou o novo plano durante os testes de pré-temporada no Bahrein. O texto antecipa a entrada em vigor das medições revisadas da taxa de compressão para 1º de junho de 2026, substituindo a data inicial de 1º de agosto.
Como funcionará a medição
Entre 1º de junho e o fim da temporada de 2026, os fiscais deverão aferir a taxa de compressão dos motores em duas condições: fria (temperatura ambiente) e quente (130 °C). A partir de 2027, apenas a verificação em condição quente permanecerá no regulamento.
Proposta original perdeu apoio
A versão anterior exigia o mesmo procedimento duplo de medição, mas dependia de aprovação por supermaioria de seis votos — cinco fabricantes (Mercedes, Ferrari, Red Bull, Honda e Audi), além da F1 e da FIA. Embora Toto Wolff, chefe da Mercedes, tenha declarado apoio, as demais montadoras rejeitaram a ideia, esvaziando o consenso em poucos dias.
Impacto competitivo
Ao limitar as medições somente à condição quente a partir de 2027, o novo acordo reduz a vantagem técnica que a Mercedes poderia manter caso o sistema duplo fosse permanente. A mudança obrigará a fabricante alemã e suas equipes clientes a revisar conceitos da unidade de potência no médio prazo.
O texto ainda precisa do aval final de FIA, F1 e Mercedes para ser oficialmente incorporado ao regulamento, mas já representa o caminho preferido pelas demais fabricantes para encerrar o impasse sobre a taxa de compressão.
Com informações de Autoracing



