Genebra (Suíça), 10 de março de 2026. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) iniciará conversas formais com as equipes logo depois do Grande Prêmio da China para avaliar mudanças no regulamento de gerenciamento de energia previsto para entrar em vigor em 2026. A informação foi confirmada por Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da entidade.
Alternativas em estudo
De acordo com Tombazis, três caminhos principais estão sobre a mesa:
- Aumento da potência do “superclipping” – sistema que possibilita recarga de energia mesmo com o acelerador totalmente pressionado, reduzindo restrições ao carregamento das baterias ao longo da volta;
- Redução da potência elétrica permitida – medida que daria aos pilotos maior capacidade de manter velocidade por períodos mais longos, tornando o ritmo de corrida mais estável;
- Elevação da potência do motor a combustão – alternativa que busca reequilibrar a relação entre propulsão elétrica e convencional.
Prazo para decisão
Segundo o dirigente, uma definição pode ocorrer rapidamente. A FIA não descarta anunciar uma posição já no Grande Prêmio do Japão, em Suzuka, marcado para o fim de março. “O consenso foi manter as regras atuais nas primeiras corridas. Depois disso voltaremos a discutir o tema quando tivermos mais dados”, afirmou Tombazis.
Críticas dentro e fora da pista
O debate ganhou força após o GP da Austrália, prova de abertura da temporada em Melbourne. Pilotos como Max Verstappen, Lando Norris e Lewis Hamilton classificaram o comportamento dos novos carros como problemático. Durante reunião com a FIA no mesmo fim de semana, Verstappen adotou tom duro e depois se irritou com o vazamento de suas declarações.
A pressão também chega das arquibancadas virtuais. Segundo o jornal italiano Corriere dello Sport, perfis oficiais da Fórmula 1 estariam removendo comentários negativos sobre a corrida de Melbourne e as novas regras. A publicação relata que até críticas moderadas, como a que descrevia a prova como “uma das mais entediantes que já vi”, teriam sido excluídas.
Com a crescente cobrança de pilotos e torcedores, a FIA pretende levar as propostas detalhadamente às equipes logo após a etapa chinesa, mantendo em sigilo opções adicionais até o início das discussões.
Com informações de Autoracing



