A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e as 11 equipes que compõem o grid atual da Fórmula 1 têm encontro agendado para 9 de abril, quando discutirão possíveis ajustes no novo regulamento técnico da categoria.
Apesar da pressão de vários pilotos, entre eles Max Verstappen, Lando Norris, Fernando Alonso e Carlos Sainz, a expectativa é de que mudanças expressivas só possam entrar em vigor, no mínimo, a partir de 2027. Dessa forma, a reunião deve concentrar-se em correções pontuais.
Críticas após o GP do Japão
O debate ganhou força depois do GP do Japão, realizado no último domingo (29). Os pilotos reclamam que as ultrapassagens estariam se tornando artificiais e apontam riscos relacionados ao “super clipping” — quando a energia da bateria se esgota rapidamente —, citado como fator no acidente de Oliver Bearman em Suzuka.
Mesmo assim, os competidores não participarão diretamente da reunião marcada para a próxima semana.
Visões divergentes entre as equipes
Dentro do paddock não há consenso sobre a necessidade de mudanças amplas. Parte das escuderias avalia que o espetáculo permanece atraente ao público. Informações de bastidores indicam que Mercedes e Ferrari não defendem uma reformulação radical neste momento. A FIA, por sua vez, nega ter alterado sua posição para alinhar-se aos pilotos.
Perspectiva de longo prazo
No horizonte de médio prazo, surgem propostas para alterações mais profundas. Uma delas prevê o aumento do fluxo de combustível, o que elevaria o desempenho do motor de combustão interna. Nesse cenário, a bateria representaria cerca de um terço da unidade de potência. Contudo, qualquer definição sobre esse tema ainda está distante.
O encontro do dia 9 servirá, portanto, como primeiro passo para avaliar os ajustes imediatos e delinear o caminho das eventuais reformas que só devem chegar ao grid dentro de alguns anos.
Com informações de F1Mania



