A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) afirmou nesta quinta-feira (data do comunicado não mencionada no texto original) que não abriu processo contra a Mercedes após suspeitas de flexão irregular na asa dianteira do W17 observadas depois do Grande Prêmio da China.
Na ocasião, analistas notaram que o componente parecia mover-se em dois estágios, possivelmente excedendo o limite de 400 milissegundos previsto no regulamento técnico e, em tese, oferecendo vantagem aerodinâmica. Mesmo assim, a entidade considerou satisfatória a explicação apresentada pela equipe alemã.
Segundo Nikolas Tombazis, chefe de monopostos da FIA, a decisão levou em conta o atual período de adaptação das escuderias às regras introduzidas nesta temporada. “Estamos diante de regulamentos novos e todas as equipes ainda passam por diferentes fases de ajuste. Adotamos postura uniforme diante de pequenas irregularidades; não levamos cada questão menor aos comissários”, declarou.
Antes do Grande Prêmio do Japão, a Mercedes promoveu uma alteração na asa – descrita como medida de confiabilidade – para assegurar total conformidade com o texto técnico. A FIA concluiu que não houve tentativa deliberada de obter ganho de desempenho, classificando o fato como problema mecânico similar a situações já enfrentadas por outras equipes.
“Quando estamos seguros de que não existe exploração para performance, pedimos que o time corrija o item em vez de transformar algo pequeno em grande caso”, explicou Tombazis. O dirigente minimizou a repercussão, atribuindo o destaque à visibilidade da peça e ao ambiente altamente competitivo da Fórmula 1.
Com informações de F1Mania



