22 de dezembro de 2025, 13h50 – Paris (França) — A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) ajustou mais uma vez o regulamento das unidades de potência da Fórmula 1 para 2026, eliminando uma possível zona cinzenta relacionada ao medidor de fluxo de combustível.
O que mudou
A categoria trocará o atual limite de 100 kg/h de fluxo de massa por um teto de 3 000 MJ/h de fluxo de energia, alinhado ao uso de combustíveis totalmente sustentáveis. Para fiscalizar o novo parâmetro, todos os carros passarão a utilizar um medidor ultrassônico padrão, fornecido pela empresa Allengra, em substituição aos dois sensores empregados hoje.
Em outubro, o regulamento já proibia o aquecimento ou resfriamento intencional do medidor. Após a última reunião do Conselho Mundial de Automobilismo, a redação foi ampliada: agora qualquer dispositivo ou sistema que altere a temperatura do componente está vetado, independentemente da intenção. A FIA quer evitar que mudanças térmicas modifiquem a composição do combustível ou interfiram nas leituras do sensor — manobras que poderiam gerar ganho de desempenho.
Meta: fechar todas as portas a interpretações
Segundo fontes próximas à entidade, a ampliação da regra foi motivada pela preocupação de que fabricantes encontrassem formas indiretas de aquecer ou resfriar o medidor sem violar, formalmente, a proibição anterior. Com a nova formulação, a FIA busca eliminar qualquer possibilidade de contorno.
Olho na taxa de compressão
Além do medidor, outro ponto de atenção permanece: o limite de 16:1 para a taxa de compressão dos motores em 2026. Há suspeitas no paddock de que Mercedes e Red Bull estudem soluções para superar esse patamar sem comprometer a durabilidade do propulsor. A verificação desse item deve permanecer no radar dos comissários ao longo da próxima temporada.
Com a medida divulgada hoje, a entidade reforça que seguirá monitorando potenciais brechas na transição para a nova geração de unidades de potência da Fórmula 1.
Com informações de Autoracing



