A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou que o novo Modo de Ultrapassagem, previsto para entrar em vigor na temporada 2026 da Fórmula 1, será ajustado individualmente para cada autódromo do calendário.
A ferramenta substitui o atual DRS e combina aerodinâmica ativa — com abertura controlada das asas dianteira e traseira em zonas específicas — a um incremento de 0,5 MJ de energia, destinado a gerar potência extra durante as manobras de ultrapassagem.
Segundo a entidade, os pontos de ativação seguirão lógica semelhante à do DRS. Um primeiro exemplo já está programado para o Grande Prêmio da Austrália, que abre o campeonato em 8 de março de 2026, no circuito de Melbourne.
Avaliação ainda em andamento
Nos testes de pré-temporada realizados no Bahrein, as equipes adotaram programas próprios, o que dificultou uma análise detalhada do novo recurso. A FIA admite incerteza sobre o desempenho real do sistema em ritmo de corrida.
Outro ponto de atenção é a variação na recuperação de energia. Com as futuras unidades de potência divididas meio a meio entre combustão interna e propulsão elétrica, os pilotos precisarão gerenciar a bateria de forma constante, o que pode influenciar estratégias e ritmo de prova.
Ajustes circuito a circuito
Nicholas Tombazis, diretor técnico de monopostos da FIA, explicou que a potência do Modo de Ultrapassagem não será fixa: “Se percebermos que o dispositivo está fraco demais ou forte em excesso, vamos fortalecer ou reduzir sua eficácia conforme o circuito”, afirmou o dirigente.
Os parâmetros finais deverão ser definidos ao longo de 2025, após novos testes e simulações com as equipes.
Com informações de F1Mania.net



