26 de fevereiro de 2026 – A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) admitiu que precisou equilibrar interesses esportivos, industriais e políticos ao fechar o novo regulamento de unidades de potência da Fórmula 1, que entra em vigor em 2026.
Divisão igual entre combustão e elétrico
De acordo com Nikolas Tombazis, diretor técnico de monopostos, a partir de 2026 o motor a combustão interna (ICE) e o sistema elétrico responderão, cada um, por 50 % da potência. As baterias fornecerão até 350 kW. Em 2025, a relação era de 80 % para o ICE e 20 % para a parte elétrica, o que tornará a gestão de energia decisiva para o desempenho.
Críticas de Verstappen
Durante os testes de pré-temporada no Bahrein, o tetracampeão Max Verstappen classificou os novos motores como “anticorrida” e comparou o conceito a “uma Fórmula E com esteroides”. O holandês sugeriu ainda que o regulamento foi moldado para atrair fabricantes.
Novos e antigos nomes no grid
A estratégia surtiu efeito: a Audi iniciará projeto próprio; a Honda voltará como fornecedora da Aston Martin; a General Motors ingressará com a marca Cadillac em parceria com a Ferrari, planejando motor próprio posteriormente; e a Red Bull passará a usar unidade desenvolvida internamente em conjunto com a Ford, que retorna à F1 após vender a Jaguar antes da temporada 2005.
Ajustes finais
Tombazis afirmou que cerca de 90 % das regras já estão definidas, restando aproximadamente 10 % para ajustes finos. Segundo ele, o desafio é atender simultaneamente pilotos, público e investidores que destinam centenas de milhões de dólares ao campeonato.
Com informações de Autoracing



