HomeFórmula 1FIA impõe novo teto de energia recuperável para o GP da Austrália

FIA impõe novo teto de energia recuperável para o GP da Austrália

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) determinou, nesta quinta-feira (5), a redução dos limites de energia elétrica recuperável na etapa de Melbourne da Fórmula 1. A medida utiliza uma cláusula inserida previamente no Regulamento Técnico de 2026 e busca coibir manobras extremas de economia de energia durante a classificação.

Como fica o limite por sessão

Para o fim de semana australiano, o teto de recuperação de energia será diferente conforme a atividade na pista:

  • Treinos livres: permanece o máximo original de 8,5 MJ por volta;
  • Corrida: cai de 8,5 para 8 MJ;
  • Classificação (incluindo sprint): baixa de 8,5 para 7 MJ, podendo chegar a 5 MJ caso a federação julgue necessário.

Motivo da intervenção

Com a triplicação da potência do MGU-K para 350 kW e a extinção do MGU-H, as equipes passaram a explorar técnicas como o lift and coast – alívio do acelerador antes das frenagens – para recarregar a bateria. Em circuitos com poucas zonas de frenagem, como Albert Park, esses artifícios poderiam comprometer o espetáculo na volta rápida. A FIA, portanto, acionou a brecha regulamentar para limitar a energia disponível e desestimular essa prática.

Impacto esperado na performance

Simulações indicam que a redução de 1,5 MJ na classificação representa aproximadamente 17 % do total recuperável, o que pode acrescentar de 0,3 a 0,5 segundo ao tempo de volta. O corte antecipa o clipping – momento em que o MGU-K deixa de entregar potência – sobretudo no fim das retas, setor em que os carros atingir ão menor velocidade final.

Regras adicionais na pista

A FIA também definiu um declínio máximo de potência de 50 kW por segundo para evitar quedas bruscas de velocidade, exceto entre as curvas 11 e 13, onde as equipes estão autorizadas a desligar completamente o propulsor elétrico e economizar até 150 kW para outras partes do traçado.

Com cerca de 70 % da volta percorrida com o acelerador totalmente aberto, Melbourne se torna o primeiro palco a receber a nova restrição, que poderá ser estendida a outros circuitos com demanda energética semelhante.

Com informações de Autoracing

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