A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou neste sábado (28) a atualização do regulamento técnico que redefine como será medida a taxa de compressão das unidades de potência na categoria principal do automobilismo mundial.
O que muda
De acordo com a nova diretriz, a verificação dos motores passará a ocorrer em duas condições de temperatura: ambiente e 130 °C. Em ambas, nenhum cilindro poderá exceder a taxa geométrica de compressão de 16,0:1. Qualquer dispositivo capaz de elevar esse valor durante a operação está expressamente vetado.
Motivação
A decisão foi acelerada após discussões no paddock sobre um suposto recurso da Mercedes que faria a relação subir de 16:1 para 18:1 em altas temperaturas. Para evitar vantagens competitivas, a FIA determinou monitoramento permanente ao longo das próximas etapas do campeonato.
Procedimentos de conformidade
Cada fabricante deverá apresentar, com antecedência, um procedimento próprio de verificação seguindo as instruções do documento técnico. Esse método precisa de aprovação do departamento técnico da federação para constar no dossiê de homologação da equipe.
Fiscalização
A fiscalização ocorrerá tanto com o motor desligado quanto em funcionamento até o fim da temporada 2026. A partir de 2027, as medições serão realizadas exclusivamente durante as condições reais de pista.
Segundo a entidade, a mudança tem o objetivo de preservar a igualdade técnica entre os competidores e já impacta os cronogramas de desenvolvimento das fabricantes.
Com informações de Autoracing



