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FIA convoca reunião em Barcelona para discutir limite de compressão dos motores da F1 2026

Paris, 9 de janeiro de 2026 – A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) marcou para 22 de janeiro, em Barcelona, uma reunião técnica voltada à taxa de compressão dos novos motores que estreiam na temporada 2026 da Fórmula 1.

O encontro foi programado após equipes identificarem uma possível brecha no regulamento que limita a relação de compressão a 16:1. Relatórios internos indicam que Mercedes e Red Bull Powertrains, ainda que cumpram as verificações estáticas exigidas, atingem valores superiores quando o propulsor opera em temperatura elevada.

Verificação só em ambiente controlado

Pelo Artigo C5.4.3, a medição da compressão ocorre à temperatura ambiente, seguindo procedimento de cada fabricante aprovado previamente pela FIA no dossiê de homologação. Mercedes e Red Bull alegam estar dentro das normas, pois todos os testes são realizados conforme o documento FIA-F1-DOC-C042.

Contestações de outros fabricantes

Audi, Ferrari e Honda protocolaram reclamações citando o Artigo C1.5, que exige respeito total aos limites durante toda a operação do carro. Para essas marcas, o valor de 16:1 deve ser mantido também em pista.

Possíveis revisões no regulamento

Apesar das queixas, a FIA afirma não haver mudança imediata prevista nos métodos de verificação, mas admite rever o texto após ouvir especialistas das equipes no dia 22. O objetivo é assegurar interpretação única antes do início da pré-temporada, igualmente marcada para o circuito da Catalunha.

Contexto técnico

A relação de compressão influencia diretamente a eficiência da combustão. Com a redução do fluxo máximo de combustível de 100 kg/h para menos de 80 kg/h e a queda prevista de potência do motor de combustão interna de 550 kW para aproximadamente 400 kW em 2026, equipes buscam compensar essas perdas otimizando a compressão.

Sistema de equilíbrio de desempenho

O regulamento inclui um mecanismo de “Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização”. A cada seis corridas, se a potência medida apontar déficit de 2% a 4%, a equipe pode realizar uma evolução extra; caso a diferença seja superior a 4%, duas atualizações são liberadas.

Alterações mais amplas na legislação só devem ocorrer, no cenário mais rápido, durante o recesso de verão europeu de 2026 ou já para 2027.

Com informações de Autoracing

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