A Fórmula 1 inicia nesta quinta-feira (9) a primeira de três reuniões programadas para avaliar possíveis alterações no regulamento em vigor desde 2026. O encontro, marcado para reunir os principais responsáveis técnicos das equipes, abrirá um processo que deve se estender até o Grande Prêmio de Miami, em maio.
Pequenos ajustes, não grandes mudanças
A expectativa no paddock é de que as conversas resultem apenas em correções pontuais, sem modificações de grande porte. O sentimento geral é de que as regras introduzidas em 2026 renderam boa resposta do público, o que minimiza a chance de revisões profundas.
Cronograma das discussões
• 9 de abril – primeira reunião, focada em levantar problemas observados nas três primeiras corridas da temporada.
• Cerca de uma semana depois – segundo encontro de líderes técnicos para consolidar propostas.
• Antes do GP de Miami (maio) – terceiro debate com chefes de equipe, o presidente da Fórmula 1, Stefano Domenicali, e representantes da FIA, quando serão definidos os ajustes que entrarão em vigor.
Energia no centro das atenções
O principal tema é a gestão de energia das novas unidades de potência, que combinam, em média, 50 % de combustão interna e 50 % de propulsão elétrica. A elevada demanda por eletricidade, aliada a baterias compactas, tem provocado escassez de energia durante as voltas.
Para amenizar o problema e estimular ultrapassagens, foram introduzidos os modos “ultrapassagem” e “impulso”, que liberam potência extra. Embora tenham proporcionado disputas prolongadas, pilotos reclamam de manobras consideradas artificiais quando o adversário está sem reserva elétrica. Eles também apontam perda de desafio em curvas de alta velocidade, devido à necessidade de lift and coast para recarregar a bateria.
Possíveis mudanças técnicas
Entre os pontos sob análise está o chamado “superclipping”. Hoje, a recuperação de até 250 kW é permitida com o acelerador totalmente pressionado; para atingir 350 kW, o piloto precisa estar sem acelerar ou freando. Permitir 350 kW mesmo com o pé no acelerador poderia reduzir a prática de lift and coast e simplificar a operação do motor.
Outros itens na pauta abrangem as zonas de “zero quilowatt”, onde as equipes optam por não usar energia elétrica, e limites rígidos de taxas de recuperação. Segundo dirigentes, a meta é diminuir a complexidade que envolve o gerenciamento das unidades de potência sem comprometer o espetáculo.
No encontro final antes de Miami, chefes de equipe e FIA decidirão quais propostas entram em vigor ainda nesta temporada.
Com informações de Autoracing



