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Gasly critica quique dos carros de efeito solo e defende novo regulamento para 2026

Pierre Gasly voltou a apontar o quique (porpoising) como principal problema dos carros introduzidos na Fórmula 1 em 2022. O francês avaliou que o fenômeno, consequência direta do efeito solo, representa risco à saúde dos pilotos e não pode ser mantido por toda uma carreira na categoria.

“A única coisa com a qual nós, pilotos, realmente não ficamos felizes foi a quantidade de quique”, declarou o competidor da Alpine. “Fisicamente, para as nossas costas, todos concordamos que foi muito pesado”, acrescentou.

Condição considerada insustentável

Gasly avaliou que a situação ultrapassa o desconforto momentâneo: “Isso não é sustentável ao longo de uma trajetória inteira na Fórmula 1. Nesse sentido, é positivo que o regulamento esteja se afastando desse conceito”, disse, em referência às novas regras que entrarão em vigor em 2026.

Reclamações recorrentes no grid

Desde a adoção do efeito solo, vários pilotos relataram dores ou limitações físicas. Max Verstappen e Oliver Bearman falaram recentemente sobre o problema, enquanto o episódio mais marcante ocorreu no GP do Azerbaijão de 2022: naquela ocasião, Lewis Hamilton revelou que rezava para a corrida terminar em razão das dores e teve dificuldade até para sair do carro.

FIA admite surpresa com intensidade do fenômeno

Após as críticas, Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), reconheceu que o comportamento extremo dos carros não foi totalmente previsto quando o regulamento foi elaborado.

O que muda em 2026

A partir de 2026, a categoria terá carros com piso menos sensível, dimensões alteradas e aerodinâmica ativa. A expectativa da FIA é reduzir drasticamente a dependência do efeito solo, embora Tombazis mantenha cautela e prefira esperar os primeiros testes de pista antes de afirmar que o porpoising desaparecerá por completo.

Para Gasly, a direção tomada é a correta. Após quase dez anos na elite do automobilismo, o francês reforça que a performance não deve comprometer a saúde de quem pilota.

Com informações de F1Mania

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