A etapa de Albert Park, realizada no último fim de semana em Melbourne, expôs fragilidades do novo conjunto de regras da Fórmula 1 previsto para 2026 e colocou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sob forte pressão.
Carros desaceleram por falta de energia
Durante a sessão de classificação, os monopostos reduziram drasticamente a velocidade entre as curvas 8 e 9 porque as baterias se esgotavam rapidamente, transformando voltas rápidas em manobras de economia de energia. O problema foi resultado direto do conceito 50-50 entre o motor a combustão e a parte elétrica, base das futuras unidades de potência.
Largada quase termina em acidente
Na largada, o turbo do carro de Liam Lawson (Racing Bulls) falhou e por pouco não provocou uma colisão, evitada graças ao reflexo de Franco Colapinto (Alpine). A situação evidenciou o risco de grandes diferenças de velocidade no grid.
Pilotos alertam para riscos
Após a prova, Lando Norris (McLaren) afirmou que as discrepâncias de ritmo podem levar a acidentes graves. A corrida registrou 130 ultrapassagens, mas a maioria ocorreu de forma considerada artificial, sem o duelo tradicional entre pilotos.
FIA estuda mudanças emergenciais
Diante do cenário, a federação avalia soluções como:
- ajustes no chamado “superclipping” para recarga mais eficiente das baterias;
- elevação dos limites de recuperação de energia.
Especialistas projetam, porém, que tais alterações podem tirar segundos do tempo de volta. Já limitar a influência da bateria esbarra no desenho técnico das novas unidades de potência, que não pode ser revisto tão rapidamente.
Dilema entre inovação e espetáculo
Abandonar o formato depois de apenas uma temporada ameaça afugentar montadoras e desperdiçar anos de investimento. Manter o regulamento como está, por outro lado, pode afastar torcedores e desmotivar os próprios pilotos. Com as equipes avançadas no projeto de 2026, a FIA dispõe de pouco tempo para encontrar um equilíbrio entre avanço tecnológico e corridas competitivas.
Com informações de F1Mania



