Lewis Hamilton revelou ter passado por um período de intensa reflexão depois de completar sua primeira temporada pela Ferrari, em 2025, sem obter pódios em Grandes Prêmios. A ausência de troféus transformou-o no primeiro piloto da escuderia em 44 anos a atravessar um campeonato inteiro sem subir ao pódio — feito que não ocorria desde Didier Pironi, em 1981.
Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, o heptacampeão contou que se fez “perguntas desconfortáveis” ao avaliar o desempenho do ano passado. Segundo ele, o processo envolveu revisar metas, métodos de trabalho e até a relação com familiares e colegas de equipe.
Envolvimento maior no carro de 2026
Apesar das dificuldades, Hamilton afirmou entrar em 2026 com postura diferente. O britânico explicou que participa do desenvolvimento do novo SF-26 há meses, tanto no simulador quanto em reuniões técnicas: “Este carro tem um pouco do meu DNA”, comentou, destacando que o modelo anterior já estava praticamente definido quando chegou a Maranello.
O piloto reconheceu que a responsabilidade de conduzir a Ferrari em seu primeiro ano pesou, mas disse ter reencontrado a motivação ao ver o lançamento do novo monoposto: “Senti-me tão feliz quanto uma criança”, descreveu.
Convivência com Leclerc e foco coletivo
Questionado sobre uma eventual disputa interna pelo título com Charles Leclerc, Hamilton negou que veja o cenário como confronto direto. Para ele, o objetivo principal é colocar a Ferrari novamente em posição de vitória, ressaltando a devoção que a marca desperta em torcedores italianos e ao redor do mundo.
Ele elogiou o companheiro de equipe, chamando Leclerc de “fenomenal” em habilidade e ética de trabalho, e reforçou que o sucesso virá da colaboração entre ambos, engenheiros e fãs: “Vim para a Ferrari porque acredito nela, e continuo acreditando”, concluiu.
Com informações de F1Mania



