Lewis Hamilton vive um dos anos mais complicados de sua carreira na Fórmula 1. Mesmo responsável pela única pole e pela única vitória da Ferrari em 2025 — obtida na Sprint do Grande Prêmio da China — o britânico ocupa apenas a sexta posição no Mundial de Pilotos.
A troca da Mercedes pela Ferrari, anunciada no último inverno europeu, foi o assunto dominante no paddock durante a pré-temporada. Meses depois, surgem dúvidas sobre a decisão. O SF25 não se mostrou competitivo: o carro é instável, difícil de pilotar e impediu a equipe de brigar por triunfos em corridas completas. Sem chances no campeonato de Construtores, o time já trabalha de olho nas novas regras de 2026.
Tensão em pista
O clima ficou mais pesado no GP do Azerbaijão. Hamilton ignorou uma ordem tardia para ceder posição a Charles Leclerc, demonstrando insatisfação com o momento vivido pela escuderia.
Expectativas acima da realidade
Guenther Steiner, ex-chefe da Haas, avalia que o problema principal não é Hamilton, mas o otimismo criado em torno de sua chegada. “A expectativa era que ele conquistasse imediatamente o oitavo título mundial pela Ferrari”, afirmou. Steiner relembra que, na segunda metade de 2024, o time estava forte, cenário que alimentou o entusiasmo de torcedores e especialistas.
Olho no próximo regulamento
Na Fórmula 1, grandes resultados exigem tempo. Adrian Newey, por exemplo, só deve influenciar o projeto da Aston Martin para 2026. A Ferrari segue a mesma lógica com Hamilton: sacrificar parte da atual temporada para desenvolver o carro que estreará sob o novo regulamento.
Leclerc já colhe frutos do feedback dado ao SF25, enquanto Hamilton sofre mais neste primeiro ano em Maranello. A expectativa interna é que a experiência do heptacampeão seja decisiva para a virada planejada para 2026.
Com informações de Autoracing



